quarta-feira, 6 de outubro de 2021

'Europeu que joga no Brasil': por que liderança de Rodrigo Caio impressiona desde antes do Flamengo




ESPN: Um dos pilares defensivos da fase vitoriosa do Flamengo que começou em 2019, Rodrigo Caio deverá estar em campo no duelo contra o Red Bull Bragantino , válido pelo Campeonato Brasileiro , nesta quarta-feira, às 20h30 (de Brasília).



Antes de chegar à Gávea, porém, o zagueiro enfrentou muitas críticas com os altos e baixos que viveu no São Paulo . Mesmo assim, foi destaque na seleção brasileira que venceu a medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

"Considero o Rodrigo um jogador com caraterística europeia que joga no Brasil. Ele entende o jogo de forma mais abrangente, tem leitura de jogo e de sabe construir as jogadas. Tem uma bola parada - ofensiva e defensiva - fantástica. Fico muito feliz de vê-lo tendo esse sucesso, é um alicerce do Flamengo”, disse o técnico Rogério Micale, campeão olímpico, ao ESPN.com.br .



O treinador acredita que essas qualidades fizeram o zagueiro se encaixar perfeitamente no estilo de jogo trazido da Europa por Jorge Jesus e brilhar na Gávea.

"O Rodrigo Caio, mesmo sem ter saído do Brasil, fazia isso tranquilamente e dava todas as respostas possíveis. Sou um profundo admirador desse jogador", afirmou.



Sucesso como volante

Dois anos antes do ouro olímpico, Rodrigo Caio viveu outro momento de muito destaque pela seleção brasileira na conquista do Torneio de Toulon, na França. Atuando como volante, ele balançou as redes duas vezes, foi eleito o melhor jogador da competição e recebeu elogios do jornal inglês Daily Mail ("parece com Kaká e joga como Dunga").

"Ele foi escalado assim porque tínhamos um meio de campo muito forte com Lucas Silva e o Rafinha Alcântara. O Rodrigo era, na verdade, um terceiro zagueiro que jogava na frente da defesa, porque na seleção você precisa sempre jogar em cima do adversário", disse Alexandre Gallo, treinador do Brasil naquela competição, ao ESPN.com.br .



O Brasil fez incríveis 18 gols e sofreu apenas quatro gols nos cinco jogos que disputou no torneio.

"O Rodrigo era o equilíbrio da minha defesa porque o nosso time era muito ofensivo. Se eu deixasse ele no miolo de zaga talvez não tivesse um volante com essa categoria e qualidade técnica. Precisava de um primeiro volante responsável, que não saísse tanto porque senão estava perdido. Era importante matar os contra-ataques porque todo mundo entrava com as linhas baixas. Ele tem muita velocidade e conseguia isso", disse Gallo.



Liderança natural

Fora de campo, o defensor é elogiado por ser um líder natural. Mesmo não fazendo o estilo "xerifão", ele possui respeito dos outros colegas.

"Ele tem muita personalidade e não fala por falar. O que ele fala tem conteúdo. Ele foi muito questionado pelo seu clube de origem [São Paulo]. No Brasil existe a mania de criar muitos rótulos. É um homem educado e acima da média. Não tem apenas uma visão micro do mundinho do futebol", diz Micale.



"O Rodrigo exerce uma liderança conquistada, não imposta. Não gritava, mas todos o respeitavam pelas ações. Foi sensacional e sempre foi meu capitão junto com o Marquinhos, do PSG, pela postura", finalizou Gallo.


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Imagem: Pool/Getty Images

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