Como Flamengo lida com 'problema' de R$ 186 milhões em reta decisiva tendo até Paquetá a seu favor


Imagem: Divulgação



ESPN: Depois de faturar mais de R$ 1 bilhão na última temporada, o Flamengo seguiu com metas altas para 2022. Principalmente na necessidade de vender jogadores. Apesar de ainda precisar arrecadar 50% do montante estipulado, o clima é de tranquilidade no Ninho do Urubu.



O orçamento do Flamengo, que encara o Vélez Sarsfield, nesta quarta-feira (31), às 21h30, pela semifinal da Conmebol Libertadores, com transmissão pela ESPN no Star+, prevê que o clube consiga arrecadar R$ 186 milhões com venda de direitos econômicos de atletas. Até momento, foram R$ 96 milhões em negociações de atletas. Mesmo com os R$ 90 milhões ainda pendentes, a diretoria não muda a postura de valorizar seus atletas e não vender seus ativos na primeira proposta que aparecer.

Recentemente, Lázaro teve uma proposta de de 5 milhões de libras, algo em torno dos R$ 30 milhões, do West Ham que foi recusada pelo Flamengo. Nomes como João Gomes, Léo Pereira e Victor Hugo são outros ativos que a diretoria sabe que a qualquer momento renderão cobiça do mercado exterior. E todos com o mesmo planejamento: só serão negociados caso os interessados cheguem ao valor desejado pelos cariocas. Mesmo com a necessidade de vender atletas, o equilíbrio financeiro e o sucesso esportivo dão essa tranquilidade.


Em 'outro patamar' financeiramente, o Flamengo no momento tem R$ 130 milhões como fluxo de caixa para eventuais necessidades durante a temporada, quantia que dá respiro aos cartolas em meio a condução de um projeto caro que é manter em dia todos os compromissos estipulados. E além dessa saúde financeira, a questão esportiva pode ainda render recursos inesperados no orçamento.

Semifinalista da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, o Flamengo já atingiu a meta financeira nas competições de mata-mata em 2022. Ou seja, uma eventual classificação nos dois torneios daria um dinheiro que não é esperado no orçamento, algo que pode ajudar a quitar a necessidade de vendar.


Na Copa do Brasil, competição que o time carioca já venceu a partida de ida da semifinal por 3 a 1 diante do São Paulo, no Morumbi, uma classificação à final garantiria no mínimo R$ 25 milhões aos cofres pelo segundo lugar. Um título faria a diretoria embolsar R$ 60 milhões. Uma ajuda e tanto para cumprir a meta de R$ 90 milhões.

E o mesmo vale para a Libertadores. Na semifinal diante do Vélez, o Flamengo garantiria ao menos US$ 6 milhões, algo em torno de R$ 30 milhões, só pelo segundo lugar. E um título em Guayaquil faria o Rubro-Negro embolsar US$ 16 milhões, cerca de R$ 81 milhões.


Mecanismo de solidariedade também é favorável
Depois de fazer grandes vendas nos últimos anos, o Flamengo está perto também de receber uma quantia inesperada por uma de suas crias: Lucas Paquetá. O meia vai deixar o Lyon para atuar pelo West Ham na sequência da temporada. Com direito a 4% de uma eventual negociação de Paquetá, o Flamengo deve receber R$ 12 milhões se o atleta da seleção for vendido por R$ 300 milhões, valor que Lyon e West Ham devem se acertar nos próximos dias.

Planejamento esportivo lado a lado com o financeiro
As finanças são fundamentais para qualquer planejamento. Mas o sucesso esportivo também é algo que o Flamengo busca a cada momento. Principalmente após um 2021 sem conquistas importantes.


Com isso, o Flamengo seguirá a batida para conquistar tudo o que for preciso. Depois do clássico contra o Botafogo, o objetivo é seguir brigando pelo Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Depois de ter sucesso nos compromissos da semana no país, a meta agora é voltar da Argentina com um bom resultado e encaminhar a vaga na decisão.


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