domingo, 29 de maio de 2022

Paulo Sousa responde se pediu a permanência de Andreas e comenta atuação de Hugo




GE: Mais uma vez, o Flamengo teve pela frente uma partida dura contra o Fluminense no Maracanã, algoz na última decisão do Carioca. Neste domingo, o Rubro-Negro saiu atrás do placar mas conseguiu se recuperar e virar o resultado. Ao fim do jogo, o técnico Paulo Sousa admitiu as dificuldades do clássico e destacou a evolução do Flamengo nas últimas partidas.



- Há dados marcantes nas dificuldades que temos de ganhar esse adversário, pela forma que se aplicam nesse jogo. Hoje conseguimos ultrapassar esses dados. Estou feliz pelos rapazes porque continuamos a dar consistência. Sobretudo, pelo resultado. Alguns momentos bons, outros, não como gostaríamos, mas faz parte do processo para continuar a crescer e ganhar - analisou Paulo Sousa.

O técnico também comentou a atuação de Andreas Pereira e Hugo Souza, jogadores que vêm de desconfiança da torcida, mas que nesta partida tiveram papel fundamental na vitória. Pereira, inclusive, está em fim de contrato. Paulo Sousa revelou que é a favor da permanência do meia na equipe.



- De todos aqueles que nós temos, gostaria que tivesse essa continuidade que já deixei expressa (renovação de contrato). Claro que não depende só de nós, depende do jogador, do clube.

- São dois jogadores que trabalham todos os dias para ajudar nossa equipe a ganhar. No jogo contra a Católica, o Andreas faz um jogo extraordinário e hoje foi determinante como o Hugo. O que também vem sendo determinante é a capacidade da equipe procurar ser feliz. Temos trabalhado por isso e com a sinergia de hoje conseguimos ser felizes. Se conseguirmos manter, vamos estar muito mais próximos de ganhar títulos importantes - concluiu.

No próximo domingo, o Flamengo recebe o Fortaleza no Maracanã pela nona rodada do Brasileirão.



Veja outras respostas de Paulo Sousa:

Desempenho do Hugo

- Quando se ganha, realmente as coisas mudam. Em todos os outros jogos, os inícios que Hugo teve durante o jogo, com as defesas, também demonstravam essa confiança. A sinergia vinha sendo um pouco diferente, um pouco distinta. Não tem a ver só com Hugo, mas sim com qualquer jogador. É um processo. Uns podem demorar um pouco mais a encontrar essa mesma sinergia, vou dar um exemplo recente, o Vinicius Jr, que foi campeão da Champions. Quando ele chegou ao Real, foi super criticado. E o presidente lhe deu essa mesma força publicamente, dizendo que era um jogador que veio para ficar. E ontem ele fez o gol da vitória. Ou seja: todo jogador tem seu processo, seu tempo. Importante trabalhar bem, acreditar. Somos como equipe humildes, solidários, temos talento, mas há o que melhorar. Mas essa sinergia ganha taças. Nós temos que seguir fazendo nossa parte. Vamos ser muito fortes.

Pablo fora

- São características diferentes. O Fabrício está recuperando bastante bem e vai nos ajudar, assim como Gustavo, que está próximo do retorno. Como o Léo tem vindo porque tem a ver com a capacidade de entrega no treino para manter níveis elevados. Todos têm importância muito grande



O que melhorar

- Há momentos, quando baixamos o bloco defensivo, perdemos intensidade. É algo que viemos trabalhando para ser agressivos mesmo com o bloco mais baixo. Não tem que ser tão permissivo. Mas hoje teve muito a ver com esse jogo. Temos que ser mais determinantes nos contra-ataques, não podemos ser tão frenéticos e ter a consciência de chegar ao campo adversário com mais espaço.

Sinergia com a torcida

Esta sinergia que houve praticamente durante todo jogo da nossa torcida com a equipe é marcante. Não só as viradas, mas acredito que elas ganham campeonatos. Não só jogos, pela experiência que eu tenho. Quanto mais conscientes formos, no todo, além de sermos maiores, sermos melhores do que o todo, não tenho dúvida de que chegaremos a títulos e sermos mais consistentes nas vitórias.



Matheusinho substituído

- Sentiu e saiu. Assim como saiu Arrasca. Temos muita necessidade dele. Nos últimos três jogos tem sentido também.

Sufoco no segundo tempo

- Muitas das vezes tem a ver com a capacidade que temos de pressionar alto, de ter a posse por mais tempo. Nem sempre isso acontece no segundo tempo. Tivemos bons segundos tempos, um deles contra a Católica. Se verem, em termos físicos, há jogadores que correm bastante, pois há mais espaço para correr à frente. Mas temos de temporizar, ter mais controle. É o momento de melhorar, ter entendimento, de empurrar o adversário mais para trás. Procuramos defender da parte mais alta possível e, quando isso não acontece, temos de melhorar nosso bloco baixo, que nos possa permitir contra atacar também.


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Imagem: André Durão|GE

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