GE: Planejamento. Esta foi a palavra-chave da coletiva de Renato Gaúcho, após a
vitória do Flamengo por 4 a 0 sobre o São Paulo, no Morumbi. Para o treinador,
a programação traçada há alguns dias para preparar o time até a final da
Libertadores é a prioridade até lá, mas já deu frutos no triunfo deste
domingo.
- A gente faz o possível para sempre jogar bem. O mais importante de tudo é
seguir o nosso planejamento. Tivemos um tempo maior para recuperar alguns
jogadores, para que pudessem treinar um pouco mais. Hoje o Flamengo tem sido
diferente. A cada três dias ficava um pouco difícil. Estou feliz pelo que o
grupo vem fazendo. Hoje enfrentamos uma grande equipe. Não só pelos gols, mas
pelas oportunidades que criamos, pelo que a equipe criou, se entregou. Na
parte técnica e na parte tática estivemos muito bem - analisou Renato.
Antes da vitória sobre o Bahia, Renato já havia revelado que, com aval da
diretoria, passaria a rodar mais o time, de forma a ter todos os jogadores em
boas condições para a final da Libertadores. Contra o São Paulo, por exemplo,
atletas que foram poupados na última rodada retornaram, como Matheuzinho,
Rodrigo Caio, Willian Arão, Bruno Henrique e Michael.
- Independente do adversário, do que vamos apresentar dentro de campo, o
importante é seguir nossa programação. Isso que combinamos há alguns dias. Eu
prometi que a equipe seria outra, principalmente até o dia 27, e os jogadores
estão demonstrado isso no campo. O objetivo é dar ritmo para todo mundo,
recuperar os jogadores no departamento médico, porque não sabemos até o dia
27, não sabemos com quem vamos poder contar. Alguém pode se machucar. É
importante dar ritmo para todo mundo e ter o grupo 100% para a final -
completou o treinador.
Confira outras respostas de Renato na coletiva:
Orientação a Michael no primeiro gol do atacante
- Orientação que dou para o Michael eu dou para todos os jogadores durante a
semana, da melhor maneira que têm que bater na bola, independente do momento
em que estão, se estão dentro ou próximos da área. Procuro ensinar da melhor
maneira. No primeiro lance o Michael driblou o adversário e chutou com o peito
do pé, forte em cima do goleiro. Quando fiz aquele gesto para tirar, era para
chutar no sentido contrário, que tem muito mais ângulo. Isso tudo eu procuro
no dia a dia ensinar, mostrar para eles, e peço para que façam nos jogos.
Quando fazem, é muito difícil para o goleiro defender.
Pressão no ataque e jogo mais dinâmico
- A gente treina para isso, da maneira que gosto de jogar, da qualidade do
jogador do Flamengo. Nem sempre a gente consegue. É a maneira que procuro
treinar minhas equipes: marcando em cima, procurando roubar a bola. Não é uma
coisa que fizemos hoje, mas sim algo que treinamos sempre que possível para
apresentar nos jogos. É uma tática que temos e procuramos colocar em prática.
Opção por Renê em vez de Ramon
- Temos três grandes laterais. Renê é um grande jogador. É seguir a nossa
programação. Não posso ficar somente no Ramon. O Filipe Luis está entregue ao
departamento médico, a gente torce para que possa voltar o mais rápido
possível. Mas se não acontecer, temos que ter plano A, B e C. Tenho que ter o
Renê também com ritmo de jogo, não sei o que vai acontecer no dia 27. Renê
jogou muito bem hoje. Se por acaso acontecer algo com outro jogador, tenho
certeza que outro jogador da posição vai dar conta do recado.
Fase de Michael e como mantê-lo no time
- Mais importante de tudo é a fase que o Michael vem atravessando. Hoje ele é
goleador do Campeonato Brasileiro. E não é pouca coisa, não. A cada jogo vem
crescendo de produção, com jogadas e um gol mais bonito que o outro. É seguir
nossa programação, recuperar todos os jogadores e estar todo o grupo 100% em
condições para o dia 27. Aí, é a dor de cabeça do treinador. É melhor ter essa
dor de cabeça do que não ter opções.
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Imagem: Marcos Ribolli
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