Como o pai de Hugo, que morreu há seis meses, foi importante na carreira do goleiro
Filho de pais desempregados, um goleiro de nove anos viu o sonho de ser jogador ficar ameaçado. O clube no qual atuava, o Vasco, queria que ele mudasse do futsal para o campo. Mas mandar o menino aos treinos sem a ajuda de custo de R$ 600 que o salão proporcionava seria impossível para aquela família de Dr. Laureano, em Duque de Caxias. Sem o auxílio para transporte, Hugo Souza deixou o Vasco. Neneca, como é apelidado, não poderia imaginar que cerca de 12 anos depois já teria uma convocação para a seleção brasileira, um histórico consolidado na base e a atuação inesquecível pelo Brasileirão com a camisa do Flamengo. Só que uma figura crucial para o desenrolar dessa história não estava mais na arquibancada para vê-lo. - A diferença da última para essa é que meu pai estava na arquibancada me assistindo e hoje não o tenho mais. Faz seis meses que perdi meu pai. Um cara me me deu tudo. Foi a primeira vez que entrei em campo sem meu pai. Ele não está aqui fisicamente, ...