Defesa de Guerrero usou múmias no julgamento por doping do atacante do Fla
Três múmias encontradas na Cordilheira dos Andes em 1999 foram usadas na defesa do peruano Paolo Guerrero diante das acusações de doping nas Eliminatórias para a Copa da Rússia. O jogador havia sido suspenso por um ano pelo uso de benzoilecgonina, um metabólito comum à cocaína e folha de coca, na última rodada do torneio, no início de outubro. Seus advogados reverteram a suspensão para seis meses, o que permite que o atacante vá ao Mundial, utilizando muito mais que uma análise esportiva. A equipe de experts e os advogados de Guerrero, Pedro Fida e Bichara Neto, buscaram um arqueólogo para tentar provar que a substância encontrada no corpo do atleta pode permanecer no organismo por anos. Na realidade, por séculos. Um estudo realizado por universidades britânicas, peruanas, dinamarquesas e argentinas, publicado em 2013, é a base desse argumento. A avaliação se concentra em três múmias: uma garota de 13 anos, outra de quatro e um menino de cinco. Todos foram encontrados no ...