Quando a bola rola em uma Copa do Mundo, cada lance ganha proporções gigantescas. E para a Nação Rubro-Negra, a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos teve um ingrediente especial: acompanhar Lucas Paquetá, um dos jogadores que representam o Flamengo entre os titulares da equipe brasileira.
O meia viveu uma noite de altos e baixos. Começou a partida demonstrando nervosismo, acumulando erros de passe e dificuldades no domínio da bola. As falhas rapidamente chamaram a atenção dos torcedores e renderam comentários nas redes sociais. Porém, ao longo do confronto, Paquetá conseguiu crescer em campo, participou mais das jogadas ofensivas e terminou a partida deixando uma impressão melhor do que a construída nos minutos iniciais.
Mesmo longe de sua melhor atuação, o camisa 8 mostrou personalidade para superar um começo complicado e continuar contribuindo para a equipe.
Início abaixo das expectativas preocupa torcedores
Os primeiros minutos de Lucas Paquetá não foram aqueles que o torcedor brasileiro esperava.
O meia apresentou dificuldades na construção das jogadas e demonstrou certa ansiedade, algo compreensível para uma estreia em Copa do Mundo. Alguns passes saíram errados, decisões foram tomadas com atraso e o ritmo do jogo parecia mais acelerado do que ele gostaria.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Enquanto alguns torcedores criticavam sua atuação, outros pediam paciência, lembrando que a pressão de um Mundial costuma afetar até os jogadores mais experientes.
A cobrança sobre Paquetá é naturalmente maior por conta da qualidade técnica que ele já demonstrou ao longo da carreira, tanto no futebol europeu quanto com a camisa da Seleção Brasileira.
Crescimento durante a partida mostrou poder de reação
Se o início foi complicado, a sequência da partida trouxe sinais positivos.
Aos poucos, Paquetá conseguiu encontrar espaços, participou mais da circulação de bola e passou a aparecer com frequência no setor ofensivo. O meia começou a se movimentar melhor entre as linhas do adversário e aumentou sua influência no jogo.
O momento que simbolizou essa recuperação aconteceu quando finalizou de voleio e obrigou o goleiro marroquino a realizar uma boa defesa.
A jogada levantou a confiança do jogador e também da torcida brasileira, que passou a enxergar uma versão mais próxima daquela que brilhou no Flamengo e posteriormente construiu carreira internacional.
Mesmo sem conseguir uma assistência ou um gol, sua evolução dentro da partida foi perceptível.
Contribuição defensiva também chamou atenção
Além da participação ofensiva, Paquetá mostrou comprometimento sem a bola.
Durante boa parte do segundo tempo, o meia ajudou na recomposição defensiva e colaborou na pressão exercida pelo Brasil para recuperar a posse de bola.
Essa característica já é conhecida por quem acompanha sua trajetória. Desde os tempos de Flamengo, Paquetá sempre demonstrou disposição para contribuir em diferentes fases do jogo, algo muito valorizado pelos treinadores modernos.
Embora o destaque normalmente fique para os lances criativos, o trabalho defensivo também teve importância em sua atuação.
Substituição e foco no próximo desafio
Após desgaste físico e oscilações naturais ao longo da partida, Paquetá deixou o campo aos 29 minutos do segundo tempo.
Agora, o foco da Seleção Brasileira está voltado para o próximo compromisso da competição.
O Brasil volta a campo na sexta-feira, dia 19, para enfrentar o Haiti, às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos.
A expectativa é que Paquetá tenha mais tranquilidade para desenvolver seu futebol e possa apresentar um desempenho ainda melhor na sequência do torneio
