SAF do Flamengo? Ex-diretor de finanças responde se clube vai aderir e projeta mais duas ondas no futebol brasileiro
Espn: O futebol brasileiro tem
vivido uma onda de SAF's , com gigantes sendo vendidos a novos donos e
torcedores pedindo a mudança para o novo formato.
Outros clubes, porém, olham para a mudança como uma realidade distante. Para
Claudio Pracownik, essa é a visão atual do Flamengo . O ex-vice de finanças do
clube explicou sua opinião em entrevista ao podcast Charla.
" O Flamengo não precisa ser SAF agora. O que nenhum clube vai poder
presindir é de uma gestão profissional. Real Madrid e Barcelona não são SAF,
mas têm uma gestão profissional. O clube que não adotar uma gestão
profissional vai morrer, acabar, atesto isso para vocês. Esse modelo antigo
acabou", disse.
"Digamos que o Flamengo resolve que vai vender 20 ou 30% do clube. Ao fazer
uma SAF deu mais um passo para penenizar a governância dentro do clube. Se
ele vai trazer um investidor para dentro do clube, quem detém 80% vai ter
que aderir a princípios de governância e vai ficar melhor ainda. A
associação vai ter que se profissionalizar também", acrescentou.
"Pode escolher se quer fazer ano que vem ou daqui 4 anos. Se economia do
Brasil está voando ano que vem, podem pensar que é um bom momento de vender
15% do clube. Se economia está para baixo, espera um pouco. Se sair a liga,
quem vendeu já não se apropiou do valor da liga. Só o investidor
aproveita", finalizou.
Atualmente, clubes como Botafogo , Cruzeiro e Vasco já tiveram suas vendas
sacramentadas, e outros como Bahia e Atlético-MG possuem processos em
diferentes estágios. Para Pracownik, as vendas passarão por diferentes ondas .
"Primeiro modelo da SAF que veio foi uma boia de salvação aos clubes que
iam acabar. A SAF obrigou cada um desses clubes que aceitaram se salvar a
engolir e vender pelo preço que veio. A segunda onda vai ser dos clubes mais
certinhos, sem problema com torcida, formadores de base ", afirmou.
"Investir está vindo aqui para ver e vender. E a terceira onda
provavelmente de venda de grandes clubes são daqueles que podem esperar e
escolher o melhor modelo para eles",
avaliou.
Por fim, o ex-dirigente avaliou a necessidade das SAF's no futebol brasileiro,
com a importância de acesso ao capital privado, além de fazer nova previsão.
"Tem diversos modelos. O importante é acessar o capital privado. A 777 é
gente séria, John Textor é um cara sério, Ronaldo é um cara sério, Grupo
City também. Cada um buscando o seu. É um outro modelo de fazer futebol. Por
que o Flamengo vai virar SAF? Porque esses modelos vao acontecendo e esses
clubes podem chegar a R$ 1,3 bilhão (de receita) daqui 5 ou 6 anos", apontou.
"SAF trouxe a quebra do paradigma que não existe pecado em acessar o
capital privado. Ganhar dinheiro não é um pecado. Para alimentar a torcida,
o clube precisa de dinheiro. A torcida entrega, mas não é uma receita
constante. A SAF traz o recado: quem não tiver gestão profissional, não vai
ter dinheiro. Quem não tiver dinheiro, acabou ", completou.
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