Flamengo tem recorde de casos no DM em 2022 e registra aumento gradual nos últimos cinco anos




GE: O departamento médico do Flamengo está movimentado em 2022. Já são 16 baixas médicas, isso sem considerar jogadores poupados, lesionados em seleções sul-americanas, atletas com Covid e outras viroses. É o pior início de temporada no estaleiro rubro-negro nos últimos cinco anos.



Para efeito de comparação, o levantamento considerou apenas os primeiros 26 jogos de cada temporada - número de partidas realizadas pelo Flamengo até aqui em 2022.

Clube com menos lesões em 2016 , o Flamengo viu o panorama mudar ao longo dos últimos anos. Se antes o DM do clube era elogiado e valorizado pela torcida, os consecutivos casos deste ano mudaram o tom dos torcedores e as cobranças aumentaram em 2022.



Procurado, o clube checou os dados com a reportagem, mas preferiu não se pronunciar oficialmente sobre o assunto. Veja ano a ano as baixas médicas do Flamengo desde 2018:

Lesões do Flamengo nos últimos 5 anos

O ge faz esse levantamento desde 2016, e o número de baixas médicas, considerando esse recorte de jogos iniciais, também é recorde em 2022. Em 2016 foram cinco lesões e em 2017 foram 13 casos após 26 compromissos na temporada.



Neste ano, o jogador que mais perdeu partidas por lesão foi Rodrigo Caio. O zagueiro passou por uma cirurgia no joelho direito no fim da temporada passada e acabou tendo complicações no pós-operatório. Ele ainda não estreou em 2022 e entrou em campo pela última vez há 158 dias, em 3 de dezembro de 2021, no empate por 1 a 1 com o Sport, pela 35ª rodada do Brasileiro.

Rodrigo Caio voltou a ser relacionado no último dia 30 , para o duelo de ida da terceira fase da Copa do Brasil contra o Altos. Além disso, foi para o banco de reservas contra o Botafogo. Em 2022, foram 21 jogos fora por causa da contusão no joelho direito.

Apesar de não ter entrado em campo ainda neste ano, a contagem de jogos fora por lesão não considerou os dois primeiros jogos do ano, que foram com um time alternativo, e os últimos três a partir da volta do zagueiro à lista de relacionados. Contra o Talleres, Rodrigo foi poupado da viagem e a partida não foi contabilizada também.



Outros dois zagueiros aparecem entre os jogadores que mais perderam compromissos no ano por lesão: Gustavo Henrique e Fabrício Bruno. O primeiro já ficou fora de 15 partidas no ano por estar no departamento médico do Flamengo , com duas idas ao DM: entorse no joelho direito entre fevereiro e março e a atual lesão na região anterior da coxa direita sentida há cerca de um mês.

Já o reforço que veio do Bragantino sentiu uma lesão no pé no jogo de ida da final do Carioca e não voltou a ser relacionado desde então. São 11 jogos como desfalque. Outro a sentir na decisão contra o Fluminense foi o atacante Vitinho, que também soma 11 partidas fora por lesão na região posterior da coxa direita.



Outro atacante que perdeu muitos compromissos no ano por contusão foi Bruno Henrique. Ele é quem mais vezes foi parar no DM rubro-negro em 2022: três. Uma lesão na região anterior da coxa direita sentida no fim de janeiro, uma luxação no ombro esquerdo em março e uma tendinopatia no joelho direito em abril.

Ao todo, 13 jogadores diferentes já foram ao DM do Flamengo em 2022. Isso sem considerar as lesões do meia Arrascaeta, que sentiu tornozelo na seleção uruguaia, e do lateral Isla, que sentiu a coxa pela seleção chilena, além do caso do Ayrton Lucas, que chegou já machucado ao clube.

Na apresentação do técnico Paulo Sousa no Flamengo , o treinador disse que seus times anteriores não costumavam ter muitos casos de lesão e que iria trabalhar de forma integrada para diminuir as baixas médicas na equipe.



- Essa é a verdade e há outras verdades factuais nos últimos anos por todo o mundo. A Covid é um problema para gerirmos bem essas mesmas lesões. Influenciou e continuará a influenciar bastante. Todos estamos unidos para buscar conhecimento e atuar nessa dificuldade. Estamos unidos para trabalhar bem. Em todas as equipes que tivemos, fomos uma das equipes com menos lesões. Estamos conhecendo o histórico individual de cada atleta para fazer trabalhos que minimizem as lesões. Há necessidade de integração, de conhecimento, para que possamos servir o nosso atleta para reduzir ao máximo as lesões. Não tenho dúvidas de que isso vai acontecer.

Após a derrota para o Botafogo, quando o treinador mais uma vez não contou com muitos atletas que estavam no DM, Paulo Sousa reforçou a confiança no trabalho feito no departamento médico do clube.

- Já disse publicamente: temos uma relação com o departamento médico muito boa, temos muita confiança no trabalho deles. Procuramos interagir todos os dias, perceber o que podemos fazer para melhorar e ter os jogadores sempre disponíveis. Não tendo, temos mais dificuldades e instabilidades no processo. Até porque, sem a possibilidade de trabalhar, como o Botafogo teve durante a semana, conceitos, estratégias e poder aliar a participação de alguns jogadores, torna-se um agravante. No entanto, estamos confiantes de que vamos melhorar esse detalhe. A grande maioria das lesões são articulares ou lesões que não são muito normais. Estamos tentando perceber de que forma podemos minimizar as lesões musculares - afirmou.

Para o próximo compromisso na quarta-feira diante do Altos, o Flamengo não deve contar com Santos, Matheus França, Gustavo Henrique, Fabrício Bruno e Vitinho. Com dores na panturrilha, Filipe Luís também pode ser desfalque. Poupado do último jogo, Pedro deve voltar. Já o lateral Matheuzinho tem chances de ser relacionado após lesão na coxa.


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Imagem: Divulgação
Flamengo tem recorde de casos no DM em 2022 e registra aumento gradual nos últimos cinco anos Flamengo tem recorde de casos no DM em 2022 e registra aumento gradual nos últimos cinco anos Reviewed by NF on maio 11, 2022 Rating: 5

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