segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Paulo Sousa é 'romântico do futebol', pupilo de Felipão, treinou Lewa e gosta que os times dominem os rivais; veja o perfil




Espn: O Flamengo está acertado com um novo treinador para 2022. Trata-se de Paulo Sousa , que estava na seleção polonesa e resolve os últimos detalhes - entre eles a liberação da Polônia - para ser oficialmente anunciado . E o português de 51 anos tem uma carreira extensa no futebol. Foi companheiro de Zinedine Zidane na Juventus , auxiliar de Felipão e comandante de Lewandowski .



O ex-meia iniciou a carreira no Benfica , onde atuou entre 1989 e 1993. Na temporada 1993-94, rumou ao rival Sporting , antes de chegar à Juventus.

Na Velha Senhora , viveu, talvez, o grande momento da carreira. Ao lado de nomes como Didier Deschamps, Antonio Conte e Del Piero , conquistou a Champions League ao bater o Ajax na final por 4 a 2 nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal.



Ainda em 96, o português viu um grande astro chegar a Turim: Zinedine Zidane. No entanto, não durou muito a parceira, já que na temporada 1996-97, Paulo Sousa chegou ao Borussia Dortmund , onde venceu outra Champions.

Antes de encerrar a carriera no Espanyol , na temporada 2001-02, o ex-meia atuou por Inter de Milão , Parma e Panathinaikos.



Passagem pela seleção portuguesa

Entre 1991 e 2002, Paulo Sousa foi chamado para integrar a seleção de Portugal . Ao todo foram 51 jogos, além de disputar duas vezes a Eurocopa , em 1996 e 2000, e uma Copa do Mundo , em 2002.

Pupilo de Felipão e passagem por clubes europeus

Depois de se aposentar, Paulo Sousa investiu na carrera de treinador. Entre 2005 e 2008, foi treinador da seleção sub-16 de Portugal. Ainda em 2008, foi auxiliar de Felipão na seleção lusitana na disputa da Eurocopa.



A carreira como treinador, em clubes, iniciou em novembro daquele ano, ao assumir o Queens Park Rangers , da segunda divisão inglesa. No Reino Unido, também passou pos Swansea e Leicester City .

De lá, o português rumou para o Videoton FC , da Hungria, onde ficou de julho de 2011 a janeiro de 2013 e conquistou os primeiros títulos da carreira. Depois, teve uma temporada no Maccabi Tel Aviv , de Israel, onde venceu o Campeonato Israelense , de 2013-14. O técnico também foi campeão nacional no Basel , da Suíça, em 2014-15.



Da Suíça, rumou para a Fiorentina , onde ficou por duas temporadas. Depois, passou pelo Tianjin Tianhai , da China, e voltou para a Europa, trabalhando no Bordeaux , onde ficou até agosto de 2020.

Comandante de Lewandowski

Em janeiro de 2021, Paulo Sousa teve a grande chance como treinador em sua carreira. O português assumiu o comandou da seleção da Polônia e, por lá, teve a oportunidade de treinar Robert Lewandowski.



Na Eurocopa, no entanto, a campanha foi decepcionante. No grupo E, ao lado de Suécia , Eslováquia e Espanha , a seleção polonesa terminou na lanterna, sem vencer nenhum confronto.

Para a Copa do Mundo de 2022, a equipe irá disputar a repescagem após terminar em segundo lugar na chave da Inglaterra , que se classificou diretamente. O primeiro adversário será a Rússia .

'Romântico do futebol'

Sobre o estilo de jogo, Paulo Sousa se define como um 'romântico do futebol'. O treinador, em entrevista ao site ' Tribuna Expresso ', defendeu um estilo ofensivo de jogo e de domínio sobre os adversários, pretendido pelo Flamengo.



"Gosto de ver as minhas equipes expressando todo o seu conteúdo romântico ou poético, individual e coletivo, de forma a que tenham domínio sobre o adversário e esse domínio tem muito a ver, no meu ponto de vista, com espaço e com tempo . Requer, sem dúvida, uma inteligência tática importante. Procuramos ter uma identidade comum em todas as equipes, onde essa base permita ao indivíduo a tomada mais rápida de decisões perante esse tempo e espaço para que essa expressão poética possa ser a base do individual".

"É estar o maior tempo possível no meio-campo adversário e que, através da identidade comum e do dinamismo coletivo, a expressão individual possa fazer diferença no último terço do campo, porque o expoente máximo do futebol é o gol. Então, é também a capacidade de produzir inúmeras ocasiões de gol para entusiasmar quem joga e, sobretudo, quem vai ao estádio. Eles (torcedores) são sempre a alma de tudo o que é o futebol e ter a maioria dos estádios sempre cheios é, para mim, uma realização única. Pretendo, através do futebol e da ideia de futebol que procuro para as minhas equipes, que as pessoas estejam em maior número nos estádios", finalizou.


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Imagem: Divulgação

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