segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Flamengo não fez proposta a Jorge Jesus, e técnico sugeriu que clube aguardasse até maio




O Globo: Paulo Sousa será treinador do Flamengo e o sentimento no clube por não ter trazido Jorge Jesus é de "página virada". Aos fatos: em Portugal, o vice de futebol Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel se reuniram com o Mister e entenderam que Jesus não se colocou disponível para retornar ao Brasil.



Na conversa, o treinador não indicou que sairia do Benfica após o jogo contra o Porto nesta quinta-feira, dia 30. Disse que talvez isso fosse uma possibilidade, que era necessário negociar com o clube português mesmo assim.

Sem a convicção do técnico, os dirigentes do Flamengo mantiveram a conversa em tom informal e não fizeram proposta. Entendiam que era necessário que Jesus fosse mais claro e até apresentasse ele mesmo suas condições para voltar ao Flamengo.



Isso não aconteceu. O Mister sinalizou até que o clube carioca poderia aguardar até maio, caso ele não renovasse contrato.

No fim das contas, Jorge Jesus não foi demitido pelo Benfica, que emitiu nota oficial desmentindo o interesse do treinador em sair, antes do clássico com o Porto. O auxiliar João de Deus reiterou a nota. E o Flamengo saiu de cena.



Ida à Europa

O planejamento sequer previa Jorge Jesus como opção. O compromisso da diretoria era ir até Portugal e ouvir do técnico se havia alguma chance dele entrar na lista de alternativas. E ela se mostrou inexistente.

O objetivo era contratar um técnico português com uma comissão numerosa para iniciar um trabalho o quanto antes, diante de um 2022 de poucas datas para treinamento. Paulo Sousa foi o primeiro técnico entrevistado e o mais barato entre as alternativas. Se mostrou entusiasmado com o projeto e pagará multa para deixar a seleção da Polônia. Portanto, a missão do Flamengo estava cumprida.



Enquanto isso, Jorge Jesus manteve-se em posição mais confortável e menos arriscada. Deu preferência ao contrato que tem com o Benfica, e foi descartado. No Flamengo, ninguém queria ficar refém do técnico em função do clamor da torcida. Por isso, a diretoria preferiu demonstrar convicção e não entende que se precipitou.


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Imagem: Divulgação

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