quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Premiação volta a ser polêmica no Flamengo, e assunto vira pauta interna em meio a crise




Coluna do Fla: Apesar do orçamento bilionário, o Flamengo vive, internamente, um dilema acerca dos salários dos funcionários e das premiações pelas competições. Desde o episódio de Doha, em 2019, quando houve a polêmica da premiação no dia da final do Mundial, o Rubro-Negro mudou radicalmente a política de recompensa por vitórias e títulos. A atitude é questionada até os dias de hoje.



A insatisfação com o ‘bicho’ se dá muito por conta da defasagem salarial, visto não há mais uma recompensação financeira que ‘mascare’ o baixo salário mensal. Segundo o Globo Esporte, em 2019, o Flamengo pagava durante todo o Brasileirão entre mil e mil e duzentos reais por cada rodada no G-4. A partir de 2020, o valor de ‘bonificação’ passou a ser proporcional ao salário do mês.

Sendo assim, durante a campanha do oitavo título brasileiro, o ‘bicho’ para os profissionais da parte mais baixa do escalão do Flamengo chegou a ser constrangedor em algumas ocasiões. Determinados funcionários receberam o pagamento de R$ 9 reais por cada vitória. No entanto, cabe destacar que em 2021, não há mais premiação por partida. O valor desta temporada é pré-estabelecido, e proporcional, em caso de título e vice-campeonato.



O ponto que mais gera insatisfação entre os funcionários do Flamengo é o levantamento feito nos outros clubes. Os profissionais do Ninho do Urubu sabem, por exemplo, quanto o Cuiabá recompensou a delegação pelo empate no Maracanã, quanto o Red Bull Bragantino vem pagando por cada vitória no Brasileirão, além do valor pago pelo Athletico-PR pela classificação à final da Copa do Brasil. Como dito, no Rubro-Negro não há nenhuma bonificação ao longo da temporada.

O incômodo dos funcionários é reconhecido pelos superiores, visto que o tema foi debatido por Fabinho, novo gerente de futebol. Segundo alguns profissionais que participaram da apresentação do dirigente, ele prometeu discutir o assunto e “brigar pelo bicho de todos”. No departamento de futebol, Bruno Spindel, diretor executivo, é o responsável por tratar do assunto com os outros setores do clube.


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Imagem: Divulgação

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