Entenda como as novas regras do futebol chinês interferem no interesse em Bruno Henrique, do Flamengo
A Federação de Futebol da China (CFA) anunciou, nesta quarta-feiras, mudanças nas regras do Campeonato Chinês para a próxima temporada. E o Flamengo tem muito interesse no assunto devido a Bruno Henrique ter a sua situação monitorada por clubes do país. Mas essa mudanças podem interferir diretamente no interesse — em especial, pelo novo conceito de teto salarial para novos jogadores.
A partir de janeiro de 2020, os estrangeiros só poderão receber salários de até € 3 milhões (R$ 13,5 milhões) anuais, enquanto os chineses receberão, no máximo, até 10 milhões de yuans (R$ 5,8 milhões) por ano. Em tese, criaria uma barreira para grandes investimentos dos clubes em atletas vindos de fora e favoreceria o Flamengo, esfriando o interesse em Bruno Henrique.
OFICIAL: A Federação Chinesa de Futebol anunciou as novas regras para 2020:— China BR Futebol (@chinaBRfutebol) December 25, 2019
Serão permitido até 4 estrangeiros em campo *ao mesmo tempo* (antes só 3 eram permitidos).
O máximo que um estrangeiro pode ganhar são 3 milhões de euros por ano (não incluindo bônus e impostos). pic.twitter.com/MacivoDIDQ
Porém, não parece ser bem assim. O GLOBO entrou em contato com especialistas, que explicaram que a falta de maior abrangência da nova regra permite com que os os clubes façam manobras financeiras para continuar gastando rios de dinheiro em estrangeiros. Ou seja, o poderia dificultar a ida de Bruno Henrique, não tem tanto valor assim
— A priori o teto salarial poderia ser um impeditivo e faria com que os chineses mirassem mercados menores. Mas como as limitações não incluem bônus ou premiações, é possível que vejamos daqui pra frente jogadores sendo contratados com um salário do valor estipulado pelo teto mas com bonificações bem significativas — conta o jornalista Leonardo Hartung, especialista em futebol chinês.
— Também há a possibilidade de vermos outras formas de “escapar” desse teto. Contratações por empréstimos mais longos ou diferentes modalidades de patrocínio (levando em consideração que os clubes chineses são geridos por empresas) também devem se tornar comuns daqui pra frente — completa Leonardo.
Prestes a completar 29 anos, Bruno Henrique vive o melhor momento na carreira e marcou 35 gols nesta temporada pelo Flamengo. Sua multa rescisória é de 28 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões) e o rubro-negro espera propostas próximas desse valor. As ofertas oficiais ainda não foram enviadas pois a lei no país só permite que sejam feitas à partir de 1º de janeiro de 2020.
— Em relação ao Bruno Henrique, o que deve mudar [caso seja negociado] é a forma como ele receberia o salário na China. Ele teria que respeitar o teto, mas poderia receber um valor acima com bonificações, premiações e a possibilidade do patrocínio. Mas tudo isso depende essencialmente da vontade do jogador — declara o jornalista
A Federação china também limitou os gastos de cada clube por temporada a um teto de 1,1 bilhão de yuans por ano. A folha salarial dos times não poderá superar 60% do orçamento geral.
Outra mudança está na regra do limite de estrangeiros por equipe, que passará a ser de seis por elenco. Cinco deles poderão ser relacionados por partida, mas apenas quatro podem estar em campo simultaneamente.
Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/flamengo/entenda-como-as-novas-regras-do-futebol-chines-interferem-no-interesse-em-bruno-henrique-do-flamengo-24158369
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