Fla renova departamento com "pratas da casa" e põe capacitação no orçamento 2019
No fim de março, após eliminação para o Botafogo no Campeonato Carioca, o Flamengo demitiu o diretor Rodrigo Caetano, o gerente Mozer, o técnico Carpegiani e dois auxiliares (Rodrigo Carpegiani e Jayme de Almeida). Na parada da Copa, dispensou o supervisor Sergio Helt. Todos substitutos saíram de dentro do clube. Carlos Noval assumiu a direção, Léo Inácio, ex-jogador do clube, é coordenador de transição, Bruno Coev, novo supervisor, e Maurício Barbieri agora faz a dobradinha de treinador e auxiliar com Mauricio Souza, ex-técnico do sub-20.
O diretor Carlos Noval vê as mudanças como consequência do trabalho realizado dentro do Flamengo. Ele defende que o clube qualifique cada vez mais seus profissionais, enviando fisioterapeutas, preparadores, auxiliares e outros mais para cursos, congressos e intercâmbios dentro e fora do país.
- É um processo que vem acontecendo há bastante tempo. Temos casos de estagiários que vão se formando dentro do clube (como o Fabinho, Fabio Eiras, que veio se qualificando para chegar ao profissional). Assim como formamos jogadores, nossa obrigação também é formar profissionais. Temos sempre que qualificá-los e mostrar a importância que tem o clube para chegarem bem preparados ao profissional - disse Noval.
O clube prevê em seu planejamento para 2019 - bom lembrar que no fim do ano tem eleição para presidente - o investimento em qualificação e profissionalização de seus colaboradores do departamento de futebol. Este processo já começou de dentro para fora, com duas consultorias contratadas. Primeiro, a Exos, que ficou dois anos no clube, e agora a Double Pass, que vai ficar até dois anos acompanhando os trabalhos no clube.
- (A qualificação) é um projeto que o Flamengo tem. Já está até no orçamento para o ano que vem. Para a gente começar a mandar profissionais para fazerem intercâmbio em outros países para que eles se preparem cada vez mais. Para chegar como auxiliar no futebol, por exemplo, o profissional é obrigado a ter curso da CBF. Pelo menos a licença B, para ser treinador. Dentro do possível, a gente manda fisioterapeutas e preparadores físicos para cursos também - contou o diretor de futebol.
A diretoria entende também que desenvolvendo os profissionais da casa consegue economizar os custos no futebol. Trocando salários mais altos, num primeiro momento, por investimento para aprendizado e troca de informações em outros setores - até mesmo em clubes fora do Brasil.
- O custo do profissional formado na casa é menor para o clube, mas não significa que não temos que trazer pessoas de fora. Acho muito interessante trazer pessoas de fora para haver uma troca de ideias e aprendizado. Por exemplo, a Double Pass. De três em três meses eles vêm aqui, a cada etapa dessa a gente troca muita experiência. Estamos montando um caderno metodológico todo voltado para a base - revelou o diretor de futebol.
Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/fla-renova-departamento-com-pratas-da-casa-e-poe-capacitacao-no-orcamento-2019.ghtml
Curta nossa Página
