De reformulação a crescimento das promessas: Fla reencontra Bota após eliminação no Carioca
Flamengo e Botafogo voltam a se enfrentar neste sábado (21), no Maracanã, às 19h (de Brasília), pela 14ª rodada do Brasileirão. O último confronto entre as duas equipes aconteceu há quase quatro meses, no dia 28 de março, pela semifinal da Taça Rio. Na ocasião, o time alvinegro venceu por 1 a 0, com gol de Luiz Fernando, eliminou o rival da competição e gerou revolta no vice-presidente rubro-negro Ricardo Lomba, que deu fortes declarações após a partida.
Lomba pediu, e as reformulações aconteceram na comissão técnica e na diretoria do Flamengo. Após a derrota, Carpegiani (treinador), Rodrigo Caetano (diretor de futebol), Jayme de Almeida (auxiliar técnico), Mozer (coordenador técnico) e Marcelo Martorelli (preparador físico) e foram demitidos.

(Lomba na coletiva de Carpegiani visivelmente inconformado com a eliminação)
Sem opções no mercado, Flamengo recorreu à base para repor a vaga deixada por Caetano e promoveu Carlos Noval, então coordenador da base. Para o comando da equipe, a opção também foi caseira: Mauricio Barbieri assumiu de forma interina, mas o trabalho surpreendeu e ele foi efetivado ao cargo, com contrato até o fim da temporada.

(Noval e Barbieri 'cresceram' no Flamengo após a queda do time na Taça Rio)
As mudanças se estenderam à equipe titular. Neste jogo, o time titular do Flamengo foi: Diego Alves; Pará, Réver, Rhodolfo e Everton (improvisado); Jonas, Arão, Paquetá, Diego e Vinicius Junior; Henrique Dourado. O camisa 7 Everton Ribeiro, um dos destaques do time no momento, ficou no banco de reservas e nem sequer entrou em campo.
Cuéllar também ficou entre os suplentes. Nessa época, Jonas era o titular, mas saiu para a entrada do colombiano, no intervalo do jogo. Arão, hoje sem espaço com Barbieri, dificilmente entra nos jogos e é visto com frequência no banco de reservas.
Nas laterais, o cenário é diferente neste momento. Os atuais titulares, Rodinei e Renê, estavam sem moral, principalmente com a torcida, e eram reservas. Atualmente, ambos têm prestígio e estão bem à frente dos concorrentes, Pará e Trauco. No último Flamengo e Botafogo, inclusive, Renê era tão criticado que Carpegiani optou por improvisar Everton na lateral esquerda.

(Pará perdeu espaço para Rodinei e atualmente é reserva no time de Mauricio Barbieri)
Por falar em Everton, ele foi o primeiro a se despedir na "Era Barbieri". O jogador foi negociado com o São Paulo por R$15 milhões, dando adeus ao Flamengo. A saída do meia-atacante deu espaço a Vinicius Junior, que era uma espécie de 12º jogador e entrava no decorrer dos jogos. O que aconteceu? O garoto "voou baixo" e deixou o Rubro-Negro para se apresentar ao Real Madrid sendo um dos artilheiros da equipe na temporada.
Além de Vini Jr., Jonas e Felipe Vizeu partiram para novos desafios. A despedida do atacante era certa desde o começo do ano, quando foi negociado com a Udinese. Já a saída do volante foi uma surpresa. O Flamengo vendeu o reserva imediato de Cuéllar para o Al-Ittiad, da Arábia, por R$ 9 milhões.
O ídolo Julio Cesar também estava presente no último Flamengo e Botafogo. O clássico foi um dos três jogos em que ele foi relacionado. Entretanto, ele não foi acionado por Carpegiani e viu o jogo do banco. Dias depois o ídolo se despediu do clube com grande atuação diante do América-MG.

(Diego Alves e Julio Cesar conversam antes do jogo na semifinal da Taça Rio)
Durante a parada para a Copa do Mundo, a diretoria do Flamengo foi ao mercado em busca de nomes para repor as perdas. Mas, até o momento, apenas Fernando Uribe chegou. O colombiano foi contratado para brigar por posição com Henrique Dourado, Lincoln e Guerrero. Lembrando que o peruano pode sair em agosto, quando o seu contrato com o clube chega ao fim.

(Uribe fez a sua estreia pelo Flamengo na última quarta contra o São Paulo)
Matheus Thuler, por exemplo, nem sequer ficou no banco de reservas. Nessa época, o jovem não estava tendo oportunidades e bem raramente era relacionado por Carpegiani para as partidas. Outro que não gozava de tanto prestígio é o seu companheiro de posição, Léo Duarte, que hoje é titular com Mauricio Barbieri.

(Thuler e Léo Duarte cresceram com Barbieri e são considerados jogadores promissores)
Fonte: https://www.esporteinterativo.com.br/posts/35061-de-reformulacao-a-crescimento-das-promessas-fla-reencontra-bota-apos-eliminacao-no-carioca
Curta nossa Página
