"Espero que o Rueda possa me contrariar", diz Junior



A chegada de Reinaldo Rueda ao Flamengo tem rendido vários debates nos programas esportivos. Há gente que se empolgue com a contratação do técnico que foi campeão da Libertadores em 2016 pelo Atlético Nacional (COL). Outros, porém, preferem uma postura mais cética em um primeiro momento, como é o caso do comentarista Júnior, que fez sucesso com a camisa rubro-negra por décadas.

Em participação no programa “Troca de Passes”, o ex-camisa 6 lembrou que os últimos treinadores estrangeiros que passaram pelo Brasil pouco acrescentaram nos clubes. Júnior foi além e relembrou a época em que começou no futebol para chegar à conclusão – pouquíssimos fizeram a diferença.

“Sou meio cético em relação a treinadores estrangeiros. Comecei minha carreira em 1974 e não vi nenhum treinador estrangeiro revolucionar alguma coisa por aqui. Serviram sempre como soluções quando você estava no sufoco. Não estou falando do Reinaldo Rueda, que pode chegar e fazer, até pelo bom trabalho em Medellín. Mas os últimos treinadores estrangeiros que passaram pelo Brasil não acrescentaram nada, infelizmente. Espero que o Rueda possa contrariar tudo aquilo que foi feito pelos outros. Condição e preparo, ele tem”, disse Júnior.

Na visão do ídolo do Flamengo, Rueda deveria ter sido contratado no início da temporada para poder ter mais tempo de imprimir sua filosofia de jogo. O próprio treinador revelou, em entrevista coletiva na segunda-feira, que não costuma aceitar convites com o ano em andamento, mas abriu uma exceção por se tratar do clube da Gávea.

PRECONCEITO COMO JOGADOR

No mesmo dia em que o Flamengo anunciou a contratação de Rueda, o técnico Jair Ventura, do Botafogo, declarou que a chegada do colombiano não era benéfica para o mercado brasileiro, já que os treinadores locais perderiam espaço. No dia seguinte, ele se retratou, mas o próprio Júnior lembra que, como jogador, sofreu esse tipo de preconceito quando foi jogar no Torino (ITA), na década de 1980.

“A quantidade de jogadores estrangeiros que vieram e não acrescentaram nada, ainda tomaram espaço dos jovens que eram promessas. Se vierem para acrescentar, é ótimo. A gente vai bater palma e elogia. Estou falando isso, porque eu vivi de imigrante. Fui jogar na Itália e estava tirando espaço dos italianos. Naquela época era muito pior. Eu escutei algumas piadinhas: ‘O que esse cara veio fazer aqui com 30 anos?’ Eu falei: ‘Me dá três meses’ “, contou.

Júnior jogou de 1984 a 1987 no Torino e depois se transferiu para o Pescara, por onde jogou até 1989. Como treinador, dirigiu o Flamengo em duas ocasiões – em 1993 logo depois de se aposentar como jogador, e em 1997.

Fonte: http://torcedores.uol.com.br/noticias/2017/08/junior-analise-ceticismo-rueda-flamengo





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