Zé Ricardo exalta entrega do elenco contra o Resende: 'Merecimento'


Foi no sufoco. A dificuldade do Flamengo durante toda a partida se deu principalmente pela falta de paciência em acertar os passes para tentar furar a defesa adversária. Com um time fechado, o Resende não deu espaços para o Rubro-Negro trabalhar no campo de ataque, mas de acordo com Zé Ricardo, foi a insistência do time que fez com que a equipe saísse vencedora na noite deste sábado.

- A equipe do Resende deu mais dificuldade para a gente, com uma proposta de três zagueiros. Tirou o nosso conforto ali na frente. Faltou um pouquinho de paciência para fazer a troca de passes de forma mais rápida. Já no segundo tempo a gente fez uma troca, causando desconforto para eles, e a vitória veio por merecimento, mesmo sem ser partida brilhante buscou o resultado o tempo todo. A gente sabia, faz parte. Tentaram botar um jogador rápido nas costas do Rodinei, que foi o Yago, que teve chance perigosa, mas a vitória foi por merecimento pelo tanto que a equipe se doou. Agora é descansar e pensar na quarta-feira.
Confira outros trechos da coletiva do treinador rubro-negro:

Mancuello

- O Mancuello a gente sabia que teria dificuldade para sustentar o jogo todo no ritmo, já que no protocolo que foi colocado ele tinha que ficar sem contato. Treinou sete dias separado do grupo e acabou perdendo um pouco o ritmo. Hoje acabou voltando a trabalhar um pouco por dentro, já que nas duas próximas partidas não poderemos contar com Diego e o Gabriel, que seria o substituto natural, acabou sentindo um desconforto após o jogo no Chile. Depois colocamos o Berrío centralizado e colocamos o Mancuello pelo lado do campo. Fez o que eu pedi. Assim como toda a equipe, ele não fez uma partida brilhante, mas é um jogador inteligente e que está disposto a ajudar. Fico feliz em relação a isso.

Berrío

- A gente já vem trabalhando com ele nas duas posições, lógico que ele rende muito mais quando tem espaço para jogar, mas é um jogador que está se desdobrando ao máximo, trabalhando para também atuar como segundo atacante quando a gente precisar. Foi importante para incomodar a defesa do Resende, mas acho que ainda está em processo de evolução e tem muito mais a dar para gente.

Romulo vaiado

- O Romulo é um grande jogador, tenho certeza que vai dar muitas alegrias para a torcida do Flamengo. É um jogador top na minha visão. Decidimos trazê-lo pela importância do equilíbrio no meio-campo. O Márcio (Araújo) jogou a partida quase toda contra a Portuguesa e estava desgastado após o jogo contra a Católica. A gente tinha a opção de entrar com o Ronaldo, mas optamos pelo Romulo. Depois que a escalação do Resende saiu, optamos por Cuéllar e Romulo, para que jogassem próximos, e entendemos que foi uma decisão acertada. Às vezes na parte técnica o jogador não está em um bom dia, mas isso não tira o valor dele. Fiz a substituição não pela pressão da torcida, mas porque queria adotar um 4-2-4, que é natural nosso quando precisamos do resultado. Trouxemos o Paquetá para jogar ao lado do Cuéllar e o Cafu. Deu certo, com dois atacantes na área, o Damião fez o primeiro pau e o Vizeu fez o gol.

Vizeu teve nome gritado

- Não precisa mostrar nada para mim, é um jogador que conheço desde o sub-17. Por coincidência nós fizemos um campeonato juntos no infantil há muito tempo. Conheço muito bem. Ele precisa continuar trabalhando, como sempre trabalhou. Às vezes as coisas não acontecem. Hoje a gente queria observar o Berrío desde o inicio em uma formação com o Mancuello, e o (Matheus) Sávio vinha treinando muito bem. Mas é um jogador que tem muito a crescer ainda. Está aprendendo demais trabalhando próximo ao Guerrero e ao Damião. A tendência é que vá ganhando experiência e servindo cada vez melhor ao Flamengo.

Cafu ganhou moral?

- É um jovem atleta, também já ficou com a gente muito tempo, está no Flamengo desde os oito ou nove anos de idade. É um jogador que em qualquer situação é certeza de cumprimento do que a gente pede. Pedi para trabalhar pelo lado do campo, para abrir o máximo possível os laterais do Resende e assim que tivesse oportunidade trabalhasse com os atacante dentro da área. Deu certo. Fez uma temporada muito positiva no ano passado, depois teve experiência internacional que foi muito importante. Se continuar trabalhando também será mais aproveitado.

Lei Caio Junior

- É uma lei que a gente espera que lá no Congresso possa ter uma tramitação mais rápida. Visa regulamentar a profissão dos treinadores de futebol com algumas solicitações. Entre elas a regulamentação, ou seja, que o contrato seja firmado também com a CBF, o que daria aos treinadores o mesmo tipo de segurança que os jogadores têm. Para se ter uma ideia, do trágico acidente da Chapecoense todos os atletas receberam seguro da CBF e só o Caio Júnior, que dá nome a lei, não recebeu porque não tem nada regularizado. Essa é uma das reivindicações, e essa semana o Vagner Mancini, que é o presidente o sindicato, e todas as pessoas que trabalham junto, acham que seria uma boa semana para chamar atenção dos parlamentares lá de Brasília.

Jogo contra o Bangu. Vai poupar?

- O que a gente tem certeza é que os jogadores convocados por suas seleções não participarão. Os demais, todos estão propícios a jogar. Entendemos que quarta-feira precisamos voltar a Volta Redonda com força máxima.


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