No Flamengo de Paulo Sousa, as funções acima dos nomes
Por Carlos Eduardo Mansur | GE: Não é possível dizer que, em futebol, resultados não importam. Joga-se por eles, afinal de contas. Mas é curioso como o julgamento sobre personagens se sujeita ao desfecho dos jogos, sejam eles encontros por fases classificatórias de Estaduais ou partidas definidas por margens mínimas, como a Supercopa em que o Atlético-MG derrotou o Flamengo após 24 cobranças de pênaltis. O olhar sobre o rubro-negro Paulo Sousa é um exemplo de como, por vezes, a tentativa de adaptar a narrativa aos placares nos faz perder o essencial. Derrotado no Fla-Flu disputado há pouco mais de duas semanas, o português viu suas constantes mexidas na equipe, método anunciado por ele ao início da temporada, tornarem-se quase um folclore. Em seguida, o 2 a 2 de Cuiabá, seguido pela interminável sequência de penalidades, foi tratado como um clássico de alto nível. Mas mal o clássico com o Botafogo se aproxi...