Flamengo mira treinador com influência europeia para revolucionar o sub-20

📸 Foto: Al-Nassr

 

“Será que o Flamengo finalmente encontrou um nome para reorganizar a base?” A pergunta já circula entre os torcedores rubro-negros desde que surgiu a notícia de que Marcelo Salazar está muito perto de assumir o comando do sub-20 do clube. Depois da saída de Bruno Pivetti, no último dia 14, a diretoria correu atrás de um perfil diferente: alguém com experiência internacional, visão estratégica e conexão com métodos europeus de trabalho.

E é exatamente aí que entra Marcelo Salazar. O treinador pernambucano, que encerrou recentemente sua passagem pelo Al-Nassr, da Arábia Saudita, chega cercado de expectativa e também de curiosidade. Apesar de ainda não ser um nome popular no futebol brasileiro, ele acumulou experiências importantes no futebol árabe e trabalhou diretamente com profissionais de peso, incluindo Mano Menezes e Jorge Jesus.

Flamengo busca nova identidade para a base

A negociação ganhou força principalmente pela influência dos dirigentes portugueses que hoje fazem parte da estrutura do Flamengo. José Boto, ligado ao futebol profissional, e Alfredo Almeida, na base, conhecem o trabalho de Marcelo Salazar e aprovaram o perfil do treinador.

O Rubro-Negro entende que a base precisa voltar a revelar atletas preparados não apenas tecnicamente, mas também taticamente e mentalmente. Nos bastidores, existe a avaliação de que o Flamengo perdeu um pouco da identidade competitiva nas categorias inferiores nos últimos anos.

Marcelo Salazar surge justamente como um profissional acostumado a trabalhar formação, análise de desempenho e desenvolvimento individual de jogadores. No Al-Nassr, ele comandava a equipe sub-21 antes de deixar o clube saudita.

Quem é Marcelo Salazar?

Natural do Recife, Salazar construiu uma trajetória pouco convencional. Antes de virar treinador, atuou no futsal europeu e chegou até mesmo a defender a seleção de Portugal na Copa do Mundo de Futsal de 2004 após se naturalizar português.

Depois de encerrar a carreira como atleta, investiu pesado em qualificação profissional. Hoje possui licença UEFA Pro, licenças Pro da CBF e da Conmebol, além de especialização como UEFA Elite Scout.

Seu caminho no futebol árabe começou em 2017, passando por clubes como Al-Shabab e Al-Faisaly. No Al-Nassr, exerceu várias funções: auxiliar técnico, treinador interino, diretor executivo, coordenador de scouting e técnico do sub-21.

Influência de Jorge Jesus pesa no Flamengo


📸 Foto: Al-Nassr

Um detalhe chama atenção da torcida rubro-negra: Marcelo Salazar conviveu diretamente com Jorge Jesus no Al-Nassr e é admirador declarado das ideias do treinador português.

No clube saudita, Salazar acompanhou de perto métodos de treino, intensidade tática e conceitos modernos de pressão alta e ocupação de espaço — características que marcaram o Flamengo histórico de 2019.

Além disso, ele participou de um período importante de crescimento do Al-Nassr, justamente quando o clube passou a investir pesado em estrelas internacionais como Cristiano Ronaldo e Sadio Mané. Salazar trabalhou na estrutura de futebol durante essa transformação e teve participação na montagem organizacional do departamento.

A aposta do Flamengo faz sentido?

Particularmente, vejo essa possível contratação como uma aposta inteligente — mas que exige paciência. O torcedor do Flamengo costuma querer resultado para ontem, principalmente depois de qualquer profissional que tenha ligação com Jorge Jesus. Basta o cara usar camisa social e falar “transição ofensiva” que já aparece gente sonhando com outro 2019.

Mas a realidade é diferente. Marcelo Salazar não chega como salvador da pátria. Ele chega para organizar processos, melhorar formação e talvez aproximar a base de um padrão mais moderno de futebol.

E sinceramente? Isso faz falta há tempos.

O Flamengo investe milhões na base, revela talentos constantemente, mas ainda perde muitos jogadores por falta de planejamento claro no desenvolvimento. Não basta revelar craque; é preciso formar atletas prontos para suportar a pressão absurda do profissional do Flamengo.

Outro ponto positivo é o fato de Salazar conhecer scouting e gestão. Hoje o futebol moderno não separa mais treinador de análise de mercado, desempenho e metodologia. Quem não entender isso vai continuar ficando para trás.

Claro que existe risco. Ele ainda não teve um trabalho de grande impacto como treinador principal no Brasil. Porém, o currículo internacional e a bagagem acumulada no Al-Nassr mostram que não se trata de uma aposta aleatória.

E você, torcedor rubro-negro: Marcelo Salazar é uma aposta promissora ou mais um nome desconhecido chegando ao Flamengo?

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