quinta-feira, 28 de abril de 2022

Paulo Sousa celebra vitória do Flamengo e explica substituições de Arrascaeta e Bruno Henrique




GE: O Flamengo venceu por 3 a 2 a Universidad Católica nesta quinta-feira, no Chile, mas sofreu. E, após o triunfo, Paulo Sousa afirmou como o time pode evoluir defensivamente. Para ele, o caminho mais curto é tendo a posse de bola.



- Esse é o terceiro jogo na Libertadores, com três vitórias e duas fora. Fizemos cinco gols fora que nos deram a possibilidade de ganhar. Penso que a melhor forma de defendermos é termos mais tempo de bola. Em alguns momentos aceleramos, o que não nos permitiu ter o tempo de bola. Para estarmos bem organizados, com as linhas bem mais próximas e podermos defender quase sempre em transição de forma a não defender tanto o bloco.

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Pablo bem mais uma vez

- Sobretudo a capacidade que nos dá em duelos aéreos e de marcações importantes a pontas adversários com mobilidade e capacidade no jogo aéreo. Em termos ofensivos, algo que já tínhamos trabalhado com ele na França. Claro que são companheiros, mobilidade e interpretação totalmente diferentes.



- Com certeza vai crescendo no jogo curto entre linhas de forma a evoluir em sua grande capacidade, que é defender bem. Defender bem entre linhas, diminuir distâncias, defender bem seus adversários diretos e em termos de cruzamento. Dentro da área é um jogador muito importante para nós.

Primeira vitória em San Carlos de Apoquindo

- Fazer três gols fora e ganhar não é fácil, não é para todos. Por isso, temos que evoluir com vitórias como esta.

Importância de se ter mais a bola

- Para defendermos sempre bem precisamos com certeza ter mais a bola. Em todos os momentos que tivemos várias situações de transições, ou seja de defendermos bem e podermos contra-atacar, tivemos momentos para fazermos mais gols e desmotivar o nosso adversário. Quando não concretizamos, criamos mais espaços para os nossos adversários também botarem mais velocidade no jogo e aí nos empurrarem para um bloco mais baixo.



Erros no segundo tempo

- Na segunda etapa, no bloco baixo, precisamos ser mais intensos, fazer mais pressão e ter maior clareza nos conceitos de triângulos, de coberturas e flutuações mais rápidos. De forma a podermos potencializar nosso jogo.

Saídas de Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol

- Sobretudo por opção física. Everton tem nos ajudado e tentado se recuperar. Tem fortes dores na panturrilha. E procura recuperar para nos ajudar. Hoje foi um jogo difícil para ele. Muita pressão, muito jogo de costas e muita pressão.

- O Arrasca teve uma contusão no seu músculo. Vinha com alguma dificuldade durante a primeira parte. Como o Bruno já tinha dito, havia uma expectativa de até menos minutos para ele do que ele ofereceu. Claro que o time precisa dele, mas temos de seguir algum cuidado para mantê-lo a nível competitivo. Precisávamos de alguém no jogo aéreo que nos pudesse ajudar, seja em escanteios ou em faltas laterais com o Pedro. E também ter profundidade e estarmos mais próximos do gol adversário.



Saída de João Gomes

- Em relação ao João e a todos os volantes, dentro do nosso jogo há uma necessidade física muito grande e uma clareza mental no jogo. Não podemos esquecer que João vem com muita minutagem acumulada, muito desgaste físico e também com algumas queixas musculares exatamente pelo volume de trabalho.

- Entendemos que precisávamos de mais intensidade e frescura. Por isso, tomamos a decisão pelo Andreas, que ultimamente tem tido menos participação, para poder trazer essa mesma intensidade.

Maior preocupação é defensiva?

- Claro que o momento da nossa organização defensiva é algo que trabalhamos, procuramos melhorar, mas trabalhamos as duas transições, a nossa organização ofensiva.



- Minha melhor concepção defensiva é de termos o mais tempo de bola e defender exclusivamente numa transição defensiva para recuperar a bola o mais rapidamente. Hoje foi o jogo em que concedemos mais condições ao adversário de poderem criar situações de gols.

- Se olharmos todos os jogos anteriores, os nossos adversários não têm criado tanto. Hoje sobretudo sofremos, faltou mais intensidade em termos individuais e coletivos. Temos que entender o contexto: o número de jogos, o nosso adversário fora de casa e que tudo que aquilo que fizemos acabou por ser positivo o resultado que conseguimos aqui.

- Não é um campo fácil, não é um adversário fácil. Poderíamos ter construído o resultado até antes e termos muito mais tranquilidade para uma gestão melhor do jogo e isso não aconteceu. No nosso melhor momento acabamos por sofrer o gol, mas o mais importante foi o resultado.


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Imagem: Reprodução

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