domingo, 1 de novembro de 2020

DJ no vestiário, como Gerson se tornou xerife em campo desde o surto de Covid-19



A sequência de oito jogos sem perder no Brasileiro, com seis vitórias e dois empates, que possibilita ao Flamengo seguir próximo da ponta da tabela, passa pelos pés e pelo comando de Gerson. O meia de 23 anos assumiu um lado xerife desde o surto de Covid-19 no Equador e se transformou em referência ainda mais forte para os jovens que foram integrados ao elenco principal.



De volta ao time hoje, 16h, contra o São Paulo, no Maracanã, ele será o mais experiente do setor de marcação, uma vez que Willian Arão e Thiago Maia, suspensos, serão desfalques certos. Gerson já era peça imprescindível na engrenagem do técnico Domènec Torrent, mas a liderança dentro e fora de campo aflorou de forma diferente nos últimos tempos.

No avião que levou o time para o jogo com o Palmeiras — quando o Flamengo teve uma série de desfalques por causa da doença —, a garotada promovida de forma emergencial foi rapidamente cativada pelo meia, que chamou a responsabilidade e assumiu o protagonismo naquela partida. Antes de a bola rolar, Gerson já havia dado apelido a todos os meninos e quebrado o gelo que normalmente separa os atletas mais rodados dos recém-promovidos.



Gerson foi titular em 60 dos 69 jogos do Flamengo desde que chegou ao clube, no ano passado. Hoje, o Coringa assume ainda a função de DJ no vestiário dos jogos no Maracanã. No dia a dia, chega cedo e é um dos mais dedicados aos treinos.

Nos últimos jogos, o camisa 8 também tem se notabilizado por não deixar os adversários intimidarem os atletas mais novos do Flamengo. O lado alfa, de guardião dos Garotos do Ninho, chamou atenção primeiro com Felipe Melo. Em seguida, Gerson enquadrou Thiago Galhardo, do Internacional. Nos bastidores, também ficou marcado por dar atenção aos jogadores com poucas chances no clube, especialmente os jovens.



Sucesso nas redes
Nos treinos, nas refeições e nos deslocamentos, os meninos alçados ao profissional não desgrudam de Gerson. Aparentemente mais fechado, o jogador abre brecha para fazer o que fizeram com ele, e assume estilo totalmente descontraído onde há intimidade. Por isso, o meia se preocupa em dar o suporte para esse momento de transição.

Mas a boa intenção não explica tudo. Há por trás desse carisma uma identidade criada por Gerson que lhe dá um pedigree de “cria”, ou seja, de jovem formado no Flamengo. Embora tenha surgido no Fluminense, o meia é torcedor rubro-negro declarado. E dialoga muito bem com a torcida nas redes sociais.



Além do já tradicional gesto do “vapo” — que significa a execução de um adversário, já moda no elenco do Flamengo e na torcida, especialmente mirim —, Gerson tem ainda apelo com o público feminino. Pelo visual, pelo gingado nas dancinhas, é um dos atletas mais badalados pela torcida feminina internet.

De origem humilde, único filho homem e pai de uma menina, Gerson é querido pela família, que ele tirou de uma situação difícil. Se é extrovertido dentro do elenco, no dia a dia tem comportamento recatado. Normalmente se reúne com poucos amigos, sempre os mesmos da infância, e não é de aparições públicas.



A boa fase é compartilhada com seu grupo de Nova Iguaçu, onde cresceu. A eles, há alguns meses, a principal confissão é o desejo de ter uma chance na seleção principal.

Desde a chegada de Dome ao Flamengo, o time é Gerson mais dez. O técnico não esconde a admiração pelo jogador, que o ajudou de forma preponderante a fazer a adaptação de seu estilo de jogo ao elenco acostumado com Jorge Jesus.


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Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/flamengo-dj-no-vestiario-como-gerson-se-tornou-xerife-em-campo-desde-surto-de-covid-19-24723567

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