Em reunião realizada na última terça-feira, a diretoria do Flamengo acertou extensão de prazo de opção de compra do terreno do Grupo Peixoto de Castro na Avenida Brasil. São mais 90 dias (três meses) para aprofundar análises e estudos - principalmente da nova rodovia Ecoponte, que se não mudar o trajeto pode inviabilizar o projeto - antes do clube decidir pela aquisição da área de 160 mil metros quadrados na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.
- Ao longo dos últimos meses fizemos inúmeros estudos sobre o terreno, topografia, sondagem, contaminação ambiental, além de diversas consultas aos órgãos públicos envolvidos. Não é simples, são muitos fatores e questões envolvidas, não podemos entrar numa aventura. Estamos falando de um investimento na ordem de R$ 500 milhões. Nos próximos meses vamos concentrar na questão da alça de ligação de Ecoponte, que hoje é o nosso principal entrave - explica o vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel.
O Rubro-Negro contratou empresas para analisar as condições do terreno. Questões de mobilidade urbana, ambientais, de desintoxicação - na área funcionava a GPC Química, que produzia resinas termofixas e metanol e foi desativada em 2013 - foram analisadas. Wrobel explica que a contaminação não preocupa.
- Os estudos ambientais apontaram uma contaminação rasa, numa área limitada, que já tínhamos conhecimento, mas não nos preocupa. A alça de ligação da Ecoponte sim. Haveria a necessidade de se alterar um pouco o traçado inicial - diz.
O terreno da Avenida Brasil foi colocado a leilão no dia 31 de maio deste ano, com preço avaliado em R$ 157 milhões. Não houve interessados e sequer há previsão de outro leilão. O Flamengo sinaliza com o pagamento de cerca de R$ 50 milhões pela área do grupo GPC.
O Flamengo analisa duas alternativas ao terreno da Avenida Brasil - um deles na Zona Oeste. Wrobel conta que ao mesmo tempo que faz todos estudos necessários para a área da Avenida Brasil também faz todas as contas para o "business plan" da construção do estádio.
- Esse "business plan" trabalhamos independentemente do terreno que vier a ser escolhido. De forma embrionária posso falar que é sustentado em três pontos: os 30% remanescentes do Morro da Viuva, a venda de cadeiras cativas por um determinado período e a verba de parceiros e patrocinadores. Nosso objetivo é colocar o projeto de pé, com o menor custo possível, sem endividar demais o clube - afirma Wrobel.
Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/fla-acerta-extensao-de-prazo-de-compra-de-terreno-para-estadio-por-mais-90-dias.ghtml
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