A iminente compra da concessão do Maracanã pela francesa Lagardère ligou o alerta no Flamengo. Após reiterar que não negocia com a empresa para voltar ao estádio, a diretoria está atenta às movimentações para a aprovação do Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, que ainda depende de laudos e liberações de órgãos do Governo do Estado. O presidente Eduardo Bandeira de Mello falou grosso mais uma vez ao ser questionado se o Flamengo voltaria atrás na postura.
- O Flamengo jamais teria condições de firmar uma parceria a longo prazo com uma empresa em que não confiamos. O clube demorou para recuperar a credibilidade, e não podemos colocar isso em risco. Tenho sofrido pressões e questionamentos. Mas é uma decisão definitiva - avisou Bandeira.
A certeza de que o assunto não tem volta é a procura de dirigentes por patrocinadores prospectados pela Lagardère dizendo que foram informados que o Flamengo estará no negócio. A movimentação leva o bastidor político interno a se movimentar. Há quem diga que os franceses estarão ligados a candidatos na eleição presidencial do ano que vem. Até lá, porém, a postura da atual direção é buscar a construção de um estádio próprio, tão logo a Lagardère seja confirmada como herdeira da concessão.
O grupo que administra o clube entende que investirá melhor o dinheiro em um projeto a longo prazo do gênero do que se aliando aos candidatos favoráveis ao Maracanã. No próximo dia 12 de abril, o jogo contra o Atlético-PR ganha ares de despedida do estádio. O palco pode voltar em negociação individual com a Odebrecht, mas dificilmente isso acontecerá com a passagem de bastão aos franceses. Depois de conversar com o Flamengo, a Lagardère teria ido diretamente ao Governo do Estado, o que o clube viu como uma volta. E preferiu ficar sozinho. Assim está.
O Globo
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