quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Rodada de sonhos para o Flamengo em noite de Rogério Ceni



Por Renato Maurício Prado | Uol: Nem o mais otimista dos torcedores do Flamengo seria capaz de imaginar uma rodada tão favorável como a de quarta-feira. Sua vitória sobre o Sport e as derrotas do Atlético Mineiro, para o Fortaleza, e do Palmeiras, para o Botafogo, o alçaram à vice-liderança da tabela de classificação, a apenas três pontos do líder, o time de Jorge Sampaoli. Não custa lembrar, o rubro-negro carioca começara a noite em quarto lugar, a seis pontos do primeiro.



Pedro foi o herói do time de Domènec Torrent, na noite da quarta-feira, mas o grande personagem do dia foi, sem dúvida, Rogério Ceni. Com o seu modesto Fortaleza, ele derrotou o badalado Atlético de Jorge Sampaoli, jogando com um a menos, a partir dos 38 minutos do primeiro tempo! E a vitória só não foi por maior diferença de gols porque o VAR anulou, por milímetros, um golaço de Yuri César, quando o placar ainda estava em 1 a 1. Não há como negar, o trabalho de Ceni é excelente.

Ao contrário do de Vanderlei Luxemburgo, que encheu o peito para se auto vangloriar após a classificação na Libertadores, e perdeu a sua tão decantada invencibilidade, para o Botafogo, que tinha até então apenas uma única vitória. Uma vez mais, o Palmeiras não jogou bulhufas. Foi anulado pelo Botafogo do iniciante Bruno Lazaroni, do Glorioso, no Nílton Santos. A se ressaltar, a favor do Glorioso: suas duas vitórias foram contra dois dos maiores candidatos ao título brasileiro: o Atlético Mineiro e o Palmeiras. E por muito pouco, não derrotou também o Flamengo...



Do brilho de Ceni ao desastre do Profexô, chegamos aos altos e baixos de Doménec Torrent, o catalão que substitui Jorge Jesus, no rubro-negro carioca. Sem Arrascaeta, Éverton Ribeiro e Rodrigo Caio, ele armou um meio-campo com William Arão, Thiago Maia e Diego e empurrou Gérson para a ponta-direita. Não funcionou no primeiro tempo, quando o Sport teve oportunidades mais claras para marcar do que o Fla, cuja única chance real de gol veio numa boa cabeçada de Pedro, defendida por Luan Polli com incrível agilidade.

Após o intervalo, porém, motivados e reorientados pelo espanhol, os campeões brasileiros e da Libertadores voltaram mais acesos. Pedro abriu o placar, após receber um açucarado passe de peito de Bruno Henrique, e a partir daí as coisas ficaram mais fáceis para os cariocas. Em apenas nove minutos, do primeiro ao terceiro gol, o jogo se decidiu. A favor de Dome, as inversões de bola, que ele tanto incentiva, deram início às jogadas dos gols de Pedro, e sua escolha por Gustavo Henrique, para formar a dupla com o garoto Natan, por sua altura e boa impulsão, funcionou. Foi de cabeça que o zagueiro marcou o segundo gol.



O Flamengo, entretanto, segue longe de mostrar o entrosamento e a capacidade de encantar dos tempos de Jesus. O tal jogo posicional ainda engessa alguns de seus principais craques e minimiza algumas das principais qualidades do time sob o comando do português, como a alta rotatividade e a capacidade de chegar ao ataque com muitos jogadores. Ao menos por enquanto, as possíveis contrapartidas do esquema de posições ais fixas ainda não são claramente perceptíveis.

De qualquer forma, à medida que seus melhores valores do elenco vão recuperando a forma física (casos de Gerson, Arrascaeta e Éverton Ribeiro) o nível do futebol apresentado sobe como um todo. E agora há Pedro, esse excepcional artilheiro que, em poucos jogos, já deixou claro que não pode mais sair do time - nem mesmo quando Gabigol estiver liberado pelo departamento médico.



Não fosse o calendário insano, que obrigará Domènec a um grande rodízio no seu time titular, haveria um problema e tanto a ser resolvido: quem tirar para a volta do maior artilheiro da gloriosa temporada de 2019 e início de 2020? Por enquanto, o natural e necessário revezamento resolve a questão.

Certo é que o Flamengo não pode bobear na contratação definitiva de Pedro. Ele já provou seu valor e tem sido o principal responsável pelas últimas vitórias rubro-negras. Se não conseguir prorrogar seu empréstimo com a Fiorentina, como pretende, a diretoria do Fla precisas encontrar formas de comprá-lo (teria que desembolsar, então, 10 milhões de euros). É caro? É. Mas não há, no momento, jogador mais efetivo no elenco de Domènec Torrent. Impossível abrir mão dele.


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Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/renato-mauricio-prado/2020/10/08/rodada-de-sonhos-para-o-flamengo-em-noite-de-rogerio-ceni.htm

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