segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Trajetória de títulos assemelha Isla a Rafinha, mas diferença tática trará mudanças ao Flamengo



O Flamengo não tem tempo a perder e já resolveu as questões referentes a lateral-direita. Sem Rafinha, que deixou o clube para acertar com o Olympiakos, da Grécia, o Rubro-Negro foi ao mercado e trouxe Mauricio Isla, de 32 anos. O chileno pode não ser tão conhecido no Rio de Janeiro, mas as referências técnicas e de carreira mostram que os torcedores podem ficar tranquilos.


Taticamente, é possível perceber algumas diferenças de estilos. Enquanto Rafinha se destacou no Flamengo por ser um construtor de jogadas, Isla usa mais de sua força física para chegar a linha de fundo e participar dos ataques posicionais — uma caracterítica utilizada por Domènec Torrent. O chileno também pode atuar como volante ou zagueiro, mostrando a sua versatilidade.


— As diferenças entre eles são mais de comportamento. O Isla prefere atacar com profundidade e tem muita potência fisica mesmo com 32 anos. Tem muita explosão. O Rafinha tinha mais versatibilidade, sabe jogar por dentro e vai bem no jogo posicional. A diferença é que o Flamengo foi atrás de um cara que sabe jogar mais zonal — conta o analista de desempenho Mairon Rodrigues.

Coincidentemente, tanto Rafinha quanto Isla deixaram o Brasil muito cedo. De um lado, o brasileiro foi revelado nas categorias de base do Coritiba e não tardou para ser negoiado com o Schalke 04, da Alemanha. Toda a formação do ex-rubro-negro foi feita na Europa, onde também defendeu o Genoa antes de chegar ao Bayern de Munique.

Já Isla nunca atuou profissionalmente no Chile. Ele foi formado nas categorias de base da Universidad Católica, mas seu primeiro clube foi a Udinese, que o contratou em 2007 após ser um dos destaques da campanha do terceiro lugar do Mundial Sub-20 daquele ano. Desde sempre, era tratado como uma joia do futebol chileno.


Na Europa, no entanto, eles seguiram caminhos distintos. Rafinha não conseguiu ser titular absoluto no Bayern, mas decidiu permanecer e fez parte de uma das maiores equipes da história do clube. Lá, conquistou sete Bundesligas, quatro Copas da Alemanha, quatro Supercopas, uma Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. Mesmo revezando a titularidade com Philipp Lahm e Joshua Kimmich, se tornou ídolo.

Já Isla também não conseguiu firmar na Juventus. Contratado por 9,4 milhões de euros, o chileno fez parte da equipe que conquistou dois scudettos e três Supercopas da Itália. Mas ele decidiu buscar locais onde pudesse ser titular. Rodou por QPR, Olympique de Marseille e Cagliari até chegar ao Fenerbahçe, seu último clube.

Os maiores títulos de Isla são com a seleção chilena, onde é o quinto jogador com mais partidas na história, com 115. Ele tem duas Copas América (2015 e 2016) e disputou três Copas do Mundo.


Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/trajetoria-de-titulos-assemelha-isla-rafinha-mas-diferenca-tatica-trara-mudancas-ao-flamengo-24590567

CURTA NOSSA PÁGINA




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário