terça-feira, 7 de abril de 2020

Presidente da Ferj pede que Globo reveja postura e acredita em reinício do Carioca com portões fechados



Rubens Lopes está há quase 15 anos à frente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e talvez enfrente seu maior desafio. Diante da pandemia do coronavírus, o Campeonato Carioca está paralisado desde o dia 16 de março e não tem previsão para retorno.


A bola só vai rolar, a entidade garante, quando os órgãos governamentais permitirem. Mas há ansiedade. Principalmente por conta da asfixia financeira que alguns clubes, especialmente os menores, possam passar sem a última cota dos direitos de televisionamento, suspensa na última semana pela TV Globo.

Até por isso, o Carioca poderá ser reiniciado sem a presença de público. "Entendemos como sendo mais prudente reiniciar com portões fechados", disse o presidente da Ferj, Rubens Lopes, em entrevista ao ESPN.com.br

Na última quarta-feira os clubes se reuniram na sede da Federação e bateram o martelo: desejam terminar a competição da maneira inicialmente programada. Restam ainda duas rodadas, as semifinais e a final da Taça Rio. E há a possibilidade de uma decisão do Estadual caso o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, não ocupe o primeiro lugar da classificação geral, que atualmente pertence ao Fluminense.

A Ferj tem novo encontro virtual programado com os clubes no próximo dia 13 de abril para alinhar o que chama de protocolo de segurança para um possível retorno: delimitação do número de profissionais de cada clube para um partida, além de testes disponíveis para detectar uma possível infecção do novo coronavírus.


A Federação arrecada taxas de todos os grandes clubes cariocas, em qualquer competição. No Estadual equivale a cerca de 10% da renda bruta. O Flamengo, campeão do primeiro turno, tem receita líquida de R$ 1.127.276,69 em 11 jogos na competição. Apenas em taxas Ferj, as partidas da equipe de Jorge Jesus renderam R$ 1.198.024,55.

Nesta entrevista ao ESPN.com.br, Rubens Lopes foi indagado sobre a utilização deste tipo de arrecadação para auxiliar os clubes neste momento de urgência. O dirigente ainda pediu consideração à TV Globo, mandou recado para a Federação das Associações de Atletas Profissionais e descartou esticar o Estadual ao longo do ano para não apertar o Brasileiro.

Há possibilidade de o Campeonato Carioca ser retomado inicialmente com jogos em disputa com portões fechados?

Independentemente do momento que venham ser permitidas as partidas, entendemos como sendo mais prudente reiniciar com portões fechados. É uma hipótese que não pode ser descartada.


A Ferj considera a possibilidade de o Campeonato Carioca 2020 não ser encerrado? Neste caso, como seria definido o campeão e o descenso?

Essa hipótese já foi afastada por todos os clubes.

A Ferj arrecada taxas nos jogos disputados pelos quatro grandes em qualquer competição, não apenas no Carioca. A entidade tem condição financeira de criar um fundo de auxílio para os clubes que certamente vão passar por dificuldades possivelmente graves nesta pandemia?

Há uma grande diferença entre contabilizar e arrecadar. Mesmo assim, a FERJ emprega seus recursos no fomento e subsídios ao futebol e a diversos clubes.


Como tem sido o diálogo com clubes e CBF para amenizar o impacto da pandemia do Covid-19 não apenas no calendário, mas também o lado financeiro?

Em relação aos clubes, há a expectativa de que a TV Globo reveja sua posição de inadimplir a última cota do contrato de 2020. Caso contrário vão faltar gêneros de primeira necessidade para muitos atletas, sem contar para tantos outros, especialmente aos dos chamados pequenos clubes. Em relação à CBF ela não faz parte desse jogo. Onde anda a FAAP?

O Campeonato Carioca poderia ser esticado em datas ao longo do ano para não sufocar a maior competição nacional, o Campeonato Brasileiro? Por exemplo, com disputas durante as Datas Fifa.

Não. Uma mudança no tabuleiro ocasiona inúmeras consequências e efeitos colaterais. Não é simplista com se pensa.


Fonte: Espn

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