quarta-feira, 10 de abril de 2019

Defesa do Flamengo rejuvenesce, ganha velocidade, mas perde estatura; time sofre pelo alto



Com uma tacada o Flamengo conseguiu solucionar dois antigos problemas da zaga. A contratação de Rodrigo Caio, 25 anos, rejuvenesceu e deu mais velocidade à defesa. Ainda há, no entanto, questões a serem corrigidas. E o sinal de alerta vem pelo alto.



O que Gilberto (Fluminense), Lucas Viatri (Peñarol) e Tiago Reis (Vasco) têm em comum? Todos marcaram de cabeça contra o Rubro-Negro nos últimos dias. Os gols sofridos em jogadas aéreas tem sido uma constante no Flamengo em 2019. Foi assim, por exemplo, nos últimos três jogos.

- É um fato que tem acontecido. Temos treinado, mas os gols (pelo alto) ainda estão saindo. Às vezes temos que olhar a jogada por inteiro. Os dois últimos gols (contra Peñarol e Fluminense) foram em contra-ataques, com a defesa exposta. Mas temos que tomar mais cuidado com isso - alertou Léo Duarte.

É verdade que no clássico contra o Vasco, por exemplo, a zaga foi formada por Rhodolfo e Thuler. O que não minimiza os problemas aéreos da defesa do Flamengo em 2019. Na temporada, seja com time titular ou reserva, foram 15 gols sofridos. Quase 50% (sete) pelo alto.




Defesa ganha velocidade, mas perde estatura

Desde o fim de 2017 o Flamengo diagnosticou a idade e a falta de velocidade da defesa como questões a serem resolvidas. Juan e Réver, então com 39 e 33 anos respectivamente, formavam a zaga titular. Apesar de técnicos e da liderança em campo, deixavam espaços, por não serem mais zagueiros velozes.

O Flamengo foi ao mercado e tentou Pablo, Emerson Santos, entre outros, sem sucesso. Encontrou em casa a solução. Por questões circunstanciais, Léo Duarte (22 anos) ganhou oportunidades e não saiu mais do time.

A contratação de Rodrigo Caio, em janeiro, concluiu o processo de renovação da zaga. Aos 25, hoje ele forma ao lado de Léo Duarte a defesa titular do Flamengo, com média de 23,5 anos. Doze anos a menos que a média de idade de Juan e Réver, dupla que iniciou a temporada de 2018.



Se ganhou em juventude, a defesa do Flamengo perdeu em altura. Titular por três temporadas, Réver, agora no Atlético-MG, tem 1,92m. A estatura da zaga pode ser uma questão relevante para o time estar sofrendo tantos gols pelo alto? De fato, Léo Duarte (1,83m) e Rodrigo Caio (1,82m) não são atletas altos para a função. Os dois, no entanto, costumam se posicionar bem e têm boa impulsão.

Seria injusto apontar apenas a baixa estatura da defesa como fato preponderante para a quantidade de gols em jogadas aéreas que o Flamengo vem sofrendo. Até porque em dois deles, contra Bangu e Vasco, Rhodolfo, de 1,94m, estava em campo. Mas é fato precisa ser corrigido. Seja por posicionamento, erros ou altura, o time vem sofrendo muito pelo alto em 2019.

- Você viu quem fez o gol? O Gilberto não subiu para cabecear, ele teve até que se abaixar. E você viu quem salvou o gol em cima da linha 15 segundos antes... Isso aí melhora (gols sofridos pelo alto), não tenha dúvida, vai melhorar. Continuar fazendo os gols é o mais importante - disse Abel, ao comentar o gol de cabeça de Gilberto, no Fla-Flu do último sábado.


Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/defesa-do-flamengo-rejuvenesce-ganha-velocidade-mas-perde-estatura-time-sofre-pelo-alto.ghtml

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