A possível proibição das casas de apostas no Brasil pode provocar consequências que vão muito além dos contratos de patrocínio no futebol. Durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3), o Flamengo apresentou um alerta sobre os impactos financeiros da medida e destacou o risco de comprometimento de mais de 1.200 empregos ligados à estrutura do clube.
O posicionamento foi apresentado por Flávio Willeman, vice-presidente geral e jurídico do Rubro-Negro, que participou da discussão sobre a Medida Provisória (MP) das Bets, em Brasília.
Segundo o dirigente, uma eventual perda de aproximadamente R$ 430 milhões em receitas anuais envolvendo o futebol e os esportes olímpicos poderia afetar diretamente a capacidade financeira da instituição e a manutenção de seus profissionais.
Flamengo aponta impacto milionário no planejamento financeiro
Durante sua manifestação, Willeman explicou que o clube estruturou seu planejamento econômico considerando os contratos firmados dentro das regras que estavam em vigor no momento das negociações.
O dirigente ressaltou que os compromissos financeiros assumidos pelo Flamengo para os próximos anos levam em consideração essas receitas, incluindo obrigações relacionadas aos contratos de atletas e funcionários.
Na avaliação apresentada ao STF, uma mudança nas regras das apostas poderia comprometer o planejamento elaborado pela instituição.
Clube alerta para risco envolvendo mais de 1.200 funcionários
Um dos principais pontos levantados pelo representante rubro-negro foi a possibilidade de consequências sobre os postos de trabalho.
Willeman destacou que o Flamengo possui mais de 1.200 empregados e que a redução das receitas projetadas poderia colocar esses vínculos profissionais em situação de risco.
Ao apresentar os números, o dirigente procurou demonstrar que os efeitos de uma eventual proibição não ficariam restritos ao departamento de futebol, alcançando também outras modalidades esportivas e a estrutura administrativa do clube.
Flávio Willeman representa Bap em audiência no STF
A participação do vice-presidente geral e jurídico ocorreu porque Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, não conseguiu comparecer à audiência realizada em Brasília.
Dessa forma, Willeman assumiu a representação institucional do Rubro-Negro e levou aos ministros os argumentos do clube sobre os possíveis prejuízos financeiros e trabalhistas decorrentes das restrições ao mercado de apostas.
A manifestação reforça a preocupação do Flamengo com os reflexos que uma mudança na legislação pode provocar sobre contratos já estabelecidos e compromissos financeiros assumidos para as próximas temporadas.
