Abel Ferreira responde crítica de Leonardo Jardim sobre gramados sintéticos

 

A discussão sobre as condições dos gramados utilizados no futebol brasileiro ganhou mais um capítulo. Após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Vasco, neste domingo (1º), pela partida de ida da semifinal da Copa do Brasil, Abel Ferreira aproveitou a entrevista coletiva para comentar as críticas feitas por Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, à utilização de campos sintéticos no país.

Embora tenha afirmado que também considera os gramados naturais a melhor opção, o treinador português questionou a qualidade dos campos disponíveis no calendário nacional. Em seu argumento, Abel afirmou que, diante das condições encontradas em alguns estádios, prefere até mesmo atuar em um gramado sintético bem conservado.

Abel cita Leonardo Jardim e questiona condições dos campos

O treinador palmeirense mencionou diretamente o comandante rubro-negro, que recentemente voltou a demonstrar preocupação com os efeitos dos gramados artificiais no futebol brasileiro.

Abel afirmou ter uma boa relação com Jardim e concordou com a preferência por superfícies naturais. Entretanto, destacou que a discussão não deveria considerar apenas o tipo de gramado, mas também as condições oferecidas aos jogadores durante as partidas.

Na avaliação do técnico do Palmeiras, a recuperação física dos atletas também fica comprometida quando as equipes precisam atuar em campos com irregularidades e baixa qualidade.

"O meu conterrâneo Leonardo Jardim, de quem gosto muito, disse que prefere bons gramados do que sintéticos. Eu também prefiro. E que recuperar de sintéticos custa mais..."

Vila Belmiro volta a ser alvo de críticas

Durante a coletiva, Abel Ferreira utilizou a Vila Belmiro como exemplo para reforçar sua argumentação. O estádio já havia recebido críticas depois do recente empate envolvendo o Santos.

"E recuperar os jogadores naquele campo que enfrentamos o Santos? É mais fácil correr na areia, em buracos, ou pelo menos num tapete aqui que é direitinho?", questionou.

O português questionou se é realmente mais confortável para os jogadores atuar em um campo natural com buracos e irregularidades ou em uma superfície sintética bem cuidada.

Ao comparar as condições dos gramados, o treinador voltou a defender que a qualidade da superfície precisa ser considerada antes de qualquer avaliação sobre os impactos físicos nos atletas.

Técnico do Palmeiras faz ressalva sobre os gramados brasileiros

Abel também destacou que sua preferência pelo gramado sintético está relacionada à realidade encontrada na maioria dos estádios brasileiros, e não a uma defesa irrestrita desse tipo de superfície.

Segundo o treinador, se todos os clubes tivessem acesso a campos naturais de alto nível, sua posição seria diferente. O problema, na visão dele, está na quantidade limitada de gramados em boas condições no país.

Em sua avaliação, aproximadamente 80% dos campos utilizados no futebol brasileiro apresentam qualidade inferior à desejada. Por isso, afirmou que, nessas circunstâncias, considera o sintético uma alternativa melhor.

Além da discussão sobre os gramados, Abel defendeu que os clubes tenham pelo menos três dias para recuperar seus jogadores entre compromissos e criticou a realização de partidas logo depois das Datas Fifa.

"É mais fácil recuperar em gramados top, concordo. Se for top para todos, concordo. Agora, a qualidade de 80% dos gramados que temos, prefiro jogar no sintético, com pelo menos três dias de recuperação, e que depois das Datas Fifa não haja jogos".

Postar um comentário

Deixe seu comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem