Quem pode sair? Flamengo chega à janela com decisões importantes para tomar

Antes mesmo da bola voltar a rolar após a Copa do Mundo, o Flamengo já disputa uma partida decisiva nos bastidores. A próxima janela de transferências promete movimentar o mercado brasileiro, e alguns jogadores rubro-negros aparecem como alvos em potencial. Apesar do discurso da diretoria de preservar a base montada por Leonardo Jardim, a realidade do futebol mostra que propostas podem surgir a qualquer momento, especialmente por atletas que ainda estão aptos a defender outros clubes da Série A.

O principal ponto da discussão envolve a regra do Campeonato Brasileiro que permite a transferência de jogadores dentro da própria competição até o limite de 13 partidas disputadas. Alguns atletas importantes do elenco ainda não atingiram essa marca e, teoricamente, poderiam trocar de clube durante a janela. Além disso, o clube ainda busca atingir sua meta de venda de atletas nesta temporada, orçada em R$ 256 milhões.

Flamengo quer manter a espinha dorsal do elenco

A prioridade da diretoria é clara: evitar uma desmontagem do grupo que vem sustentando a boa temporada do clube.

Jogadores como Rossi, Léo Pereira, Léo Ortiz, Alex Sandro, Pedro, Samuel Lino e outros titulares já ultrapassaram o limite de partidas e não podem atuar por outra equipe da Série A em 2026. Isso oferece uma camada extra de segurança para Leonardo Jardim.

Além disso, nomes considerados fundamentais para o projeto esportivo, como Arrascaeta, Paquetá, Bruno Henrique, Danilo, Jorginho, Plata e Emerson Royal, não estão na lista de negociáveis, mesmo estando aptos a atuar por outros clubes brasileiros.

O recado da diretoria é simples: só haverá saídas se surgir uma oportunidade considerada vantajosa para todas as partes.

Cebolinha, Carrascal, Wallace Yan, Ayrton Lucas, Luiz Araújo e joia da base, lideram lista de possíveis negociações

Cebolinha - 📸 Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Entre os atletas que podem movimentar o mercado nacional na próxima janela, Everton Cebolinha, Carrascal, Wallace Yan, Ayrton Lucas e Luiz Araújo surgem como os principais nomes do elenco profissional. Além deles, a joia Ryan Lucas, destaque das categorias de base do Flamengo, já está em negociação com clubes de fora do Brasil e pode render um valor considerável ao rubro-negro.

Os cinco atletas do elenco principal ainda possuem margem dentro do regulamento do Campeonato Brasileiro, já que não atingiram o limite de 13 partidas na competição. Dessa forma, poderiam defender outra equipe da Série A em 2026 caso recebam propostas consideradas vantajosas pelo clube e pelos próprios jogadores.

Outro caso que merece atenção especial é o de Erick Pulgar. Com a redução de sua multa rescisória prevista contratualmente para esta janela de transferências, o volante passa a ter uma situação mais delicada do ponto de vista da gestão esportiva. Isso porque o Flamengo pode perder parte de seu poder de negociação caso algum interessado opte por pagar o valor da cláusula. Por outro lado, o alto salário do chileno é visto como um obstáculo para possíveis interessados do futebol brasileiro, tornando uma transferência nacional mais complexa.

E o caixa do Flamengo?

Do ponto de vista financeiro, o Flamengo vive um cenário relativamente confortável, mas não ilimitado, o clube ainda busca atingir metas de vendas de atletas nesta temporada, para manter o fluxo do caixa.

O clube realizou investimentos importantes recentemente e sabe que vendas podem abrir espaço para novas contratações. Uma eventual negociação de atletas como Cebolinha, Luiz Araújo, Carrascal, Ryan Lucas ou até Pulgar poderia gerar recursos extras para reforçar posições consideradas prioritárias pela comissão técnica.

Opinião doNF: nem todo jogador negociável deve ser negociado

Vejo essa situação com bastante cautela. É natural que alguns atletas percam espaço ou despertem interesse de outros clubes. Isso acontece quando se tem um elenco forte. Mas uma coisa é negociar um jogador que não faz parte dos planos. Outra é abrir mão de peças úteis apenas porque apareceu uma proposta razoável.

O Flamengo brigará por títulos até o fim do ano. E quem disputa títulos precisa de elenco, não apenas de titulares e se vender precisa repor com peças melhores.

Às vezes o torcedor olha para um jogador que está no banco e pensa: "Pode vender". Aí duas semanas depois aparecem lesões, suspensões e convocações, e aquele atleta que parecia dispensável vira solução.

O futebol tem dessas ironias. E o Flamengo já aprendeu, algumas vezes da maneira mais dolorosa possível, que profundidade de elenco vale ouro.

Por isso, se a ideia é manter a base e fazer ajustes pontuais, o caminho que parece correto é vender e em seguida repor com outro jogador para a posição.

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