Falha de Rossi, mudança no intervalo, arbitragem, veja tudo que falou Leonardo Jardim em coletiva


O Flamengo buscou um empate importante em 1 a 1 diante do Athletico-PR neste domingo, na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Brasileirão 🇧🇷. O resultado manteve o Rubro-Negro a cinco pontos do líder Palmeiras, ainda com um jogo a menos na tabela.

Após a partida, o técnico Leonardo Jardim avaliou o empate como justo e destacou a mudança de postura da equipe na etapa final. Segundo ele, o Flamengo entrou pouco agressivo no primeiro tempo, sem pressão e com pouca intensidade. No intervalo, a comissão cobrou mais dinâmica e atitude dos jogadores 🔥

Jardim também ressaltou que os desfalques não poderiam servir como desculpa para o desempenho abaixo antes do intervalo. Para o treinador, o time cresceu bastante no segundo tempo, passou a pressionar mais e criou as melhores oportunidades da partida.

O comandante ainda comentou os lances perigosos envolvendo Viveros. Na visão dele, as jogadas estavam irregulares por impedimento e seriam anuladas caso terminassem em gol.

🧤 Defesa de Rossi

Além da análise do jogo, Leonardo Jardim saiu em defesa do goleiro Agustín Rossi, que voltou a falhar em um lance decisivo. O arqueiro acabou aceitando o chute de Mendoza, que ainda desviou levemente em Léo Ortiz.

Mesmo reconhecendo os erros recentes, o treinador fez questão de reforçar a confiança no camisa 1 rubro-negro 💪

— Rossi já mostrou sua qualidade em diversas temporadas. Sabemos que vive um momento complicado, mas seguimos acreditando totalmente nele — afirmou.

Jardim garantiu que o goleiro segue com apoio total do elenco e da comissão técnica, tratando as falhas como episódios isolados. A expectativa interna é de que Rossi reencontre rapidamente seu melhor nível.

O técnico Leonardo Jardim ainda falou sobre diversos temas envolvendo desempenho, desfalques, arbitragem e até a Seleção Brasileira 🇧🇷. O treinador manteve o tom sincero e deixou claro que espera um time mais forte nas próximas partidas.

🧩 Dificuldades da equipe

Jardim admitiu que as mudanças no meio-campo afetaram o rendimento do Flamengo, mas evitou usar isso como desculpa. O treinador cobrou mais intensidade no intervalo e destacou a reação da equipe no segundo tempo.

— O nosso meio campo foi muito mexido. Estamos falando do Erick (Pulgar), do Jorginho, do Arrascaeta, que são jogadores que normalmente começam e são importantes na equipe. Não é um fator que leva a condicionar o primeiro tempo. Disse aos jogadores no intervalo: "Não quero saber quem falta, quero saber quem está presente e como vamos jogar e não é com essa passividade que vamos jogar. Temos que ser mais agressivos, ativos". A segunda parte começa, nos primeiros minutos não começamos bem, mas depois passamos a acertar, melhoramos o jogo e as substituições ajudaram a manter o time com mais agressividade ofensiva com e sem a bola. Por isso o Flamengo cresceu mais na segunda parte.

📌 O discurso mostra um treinador incomodado com a postura inicial da equipe, mas satisfeito com a reação após as mudanças.

🌱 Retornos para melhorar atuação

O técnico também reclamou bastante das condições do gramado sintético e acredita que o retorno de atletas mais técnicos pode elevar o nível do time.

— Com certeza que no nosso estádio queremos ter melhor qualidade de jogo. Não justifica a derrota na Copa do Brasil, mas era um gramado que não proporciona o melhor futebol. Esse sintético está no limite de utilização, até me disseram que vai ser trocado. Ele parece mais um carpete de casa do que um campo de futebol. Por isso que já vão trocar. A vinda de jogadores mais técnicos que temos de fora, Plata, Jorginho e Paquetá, depois da porrada que tomou hoje não sei se estará disponível, vamos tentar recuperar isso. Porque tendo jogadores mais técnicos, a qualidade do jogo também é melhor e isso é fundamental para a nossa ideia.

📌 Jardim praticamente confirmou que espera um Flamengo mais técnico e dominante quando o elenco estiver completo.

😰 Influência da pré-convocação

O treinador reconheceu que a ansiedade por uma possível convocação para a Copa pode afetar os jogadores emocionalmente.

— Acho que não pode servir de justificativa na nossa primeira parte. Com certeza sou da opinião de que uma Copa do Mundo, para muitos jogadores, é jogada apenas uma vez na carreira. Muitos deles com certeza estão, em termos emocionais, à espera que seja dado o veridito se vão ou não. Isso pode criar ansiedade. Só pode dizer o contrário quem não viveu futebol. Não é só na seleção brasileira. Tive a felicidade toda a minha vida de trabalhar com jogadores internacionais. Sempre que existia uma grande competição eu sentia em algumas situações que não metia o pé, porque era lance que podia acontecer uma lesão. A gente fala para o jogadores que está mais fácil se lesionar o que não meter o pé do que o que meter o pé. Hoje, como já disse, aquela entrada no Alex (Sandro) e no Paquetá vamos ver a situação dos dois, porque as marcas são bem visíveis.

📌 A fala mostra preocupação com o lado mental e físico dos atletas em meio à expectativa pela Copa.

Ausência de De la Cruz

Jardim explicou que a não utilização de Nicolás de la Cruz foi estratégica e ligada ao estilo do adversário.

— O De la Cruz, visto o jogo que o Vitória tem feito, já no Maracanã tive que tirá-lo no intervalo porque o Vitória é lançamento direto. E o nosso De la Cruz não é um jogador com essas características. É um jogador para ter a bola e teve dificuldades. Por isso o tirei no intervalo do primeiro jogo. Neste jogo, não ia cometer esse erro. Nossa aposta, por estarmos perdendo, foi mais Pedro e Bruno (Henrique), para termos mais agressividade na zona central. Tivemos não sei quantos lançamentos, criamos várias chances, mas acabamos não finalizando. Não é uma questão pessoal do De la Cruz, mas uma estratégia. Os dois volantes Jorginho e Evertton estavam bem no jogo (com o Vitória) e nossa decisão foi essa.

📌 O treinador reforçou que a decisão foi tática, sem qualquer problema pessoal com o uruguaio.

🇧🇷 Recado para Ancelotti

Jardim também comentou sobre os jogadores rubro-negros que podem aparecer na lista da Seleção Brasileira.

— A informação que dou é que qualquer um desses sete tem qualidade para representar a nossa Seleção. São jogadores adaptados a altas competições, jogam Libertadores, são atuais campeões e também do Campeonato Brasileiro. Têm uma história em suas carreiras. O Danilo publicamente já está pré-convocado. Acredito que pode levar mais dois ou três dos nossos jogadores.

📌 O treinador mostrou confiança no elenco e acredita em forte presença rubro-negra na Seleção.

🔥 Elogios a Viveros

Mesmo adversário, Viveros recebeu elogios do técnico português.

— Viveros é um jogador muito forte e de transição. Nessas equipes que utilizam transição, ele, pela sua velocidade e capacidade de duelo, consegue aglutinar bastante. Se fosse um jogo mais à maneira do Flamengo seria diferente porque as transições não são tão constantes e, às vezes, este tipo de jogador tem mais dificuldade. É um jogador interessante dentro do plano de jogo. Acredito que nos duelos ele faz tanta falta quanto os defensores. Engraçado que em uma situação ou outra também o vi com os braços, agarrando. São duelos físicos muito fortes.

📌 Jardim reconheceu a força física e a velocidade do atacante, mas indicou que o estilo do Flamengo poderia dificultar seu rendimento.

🔄 Substituição de Lino

O técnico explicou que a entrada de Bruno Henrique aconteceu por necessidade ofensiva.

— Você sabe que às vezes os jogadores da frente têm mais desgaste. Hoje o Lino foi substituído pelo Bruno (Henrique) porque eu precisava de mais presença ofensiva. Acabei acertando porque o Bruno teve dois lances, um de cabeça que ele coloca a bola para dentro e o lance que ele ganha nas costas para o cruzamento do gol do Pedro. Foi muito importante. No jogo do Vitória, (o Lino) foi um dos últimos a sair, jogou cerca de 80 minutos.

— (Lino) É importante para nós, tem suas características próprias e contamos com ele. Com certeza, numa equipe com o Flamengo as substituições costumam acontecer do meio para frente ou nas laterais, quando queremos acelerar o jogo. Aconteceu contra o Grêmio, Vitória, para acelerar por fora. No Grêmio, com mudanças, fizemos o gol. Hoje também, com a entrada do Royal. Importante é dar dinâmica com as opções que temos. Importante é o resultado final.

📌 Jardim valorizou o elenco e destacou a importância das alterações para mudar o ritmo da equipe.

⚖️ Críticas à arbitragem

Por fim, o treinador voltou a reclamar das entradas duras sofridas pelos jogadores do Flamengo.

— Eu sou muito direto em relação a isso. Só faço comparações, mais nada. Comparo a tesoura do Carrascal. Tivemos duas ou três e nada foi marcado. O Evertton contra o Corinthians foi expulso por uma situação que hoje, se fosse a mesma regra, seriam dois expulsos do adversário. Não estou aqui para comentar, mas acho que os times têm aproveitado a possibilidade de ser mais agressivos acima da lei para bater em jogadores do Flamengo. Temos sete de fora, quatro ou cinco traumatismos. Não temos lesões musculares, só traumatismos. Uma pancada no joelho do Plata, o Erick (Pulgar), o Arrasca. Todos esses que têm estado de fora são traumatismos. Temos que ter algum cuidado, porque se queremos bom futebol não podemos deixar bater acima da lei. Dentro da lei está tudo certo.

📌 O treinador pediu maior proteção aos atletas e demonstrou preocupação com o número de jogadores lesionados após entradas fortes.




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