quarta-feira, 6 de julho de 2022

Como Flamengo, enfim, reconstrói elenco de 2019 e como banca reforços




Por Rodrigo Mattos | Uol: Quando assumiu o Flamengo, nos últimos meses de 2018, a gestão de Rodolfo Landim decidiu investir pesado para a montagem de um time que duraria de três a quatro anos. Ao final deste período, a diretoria rubro-negra remonta o elenco no início do ano e no meio de temporada. Esse processo é feito com contratações e saídas equilibradas para se encaixarem no orçamento.



Lembremos que aquele primeiro elenco foi montado com Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e Rodrigo Caio no início do ano, e depois chegadas de Filipe Luís, Rafinha, Gerson e Pablo Marí no meio da temporada. O time foi campeão da Libertadores e do Brasileiro em 2019.

Pois bem, a diretoria sabia que montava um time para durar três anos. O ideal para os dirigentes era ter feito a reformulação no início da atual temporada, mas isso não foi possível completamente por um problema de uma dívida de R$ 127 milhões no Banco Central, agora já resolvido na Justiça.



A regra da diretoria do Flamengo é cumprir o orçamento. Para cada jogador que entra, um sai. Para cada gasto em contratação, tem que compensar com uma venda. A previsão orçamentária era em torno de R$ 130 milhões de aquisições de jogadores, e outros R$ 186 milhões de venda.

No início do ano, o clube equilibrou-se com a venda de Michael e outras negociações menores, em troca de Marinho, Pablo, Fabrício Bruno e Thiago Maia. Agora, faltam em torno de R$ 120 milhões para obter em venda de atletas. Mas, mais ou menos, o objetivo é equilibrar entre compra e venda.



O Flamengo adquiriu Everton Cebolinha por 13,5 milhões de euros do Benfica. Com isso, empatou o total de compras para o ano. Ao mesmo tempo, o clube acertou a contratação de Vidal, que veio com o custo de salário. O gasto com o chileno é um pouco menor do que era a despesa mensal com Andreas, que voltou para o Manchester United.

Há mais dois reforços em vista. Um seria o atacante de lado de campo Luiz Henrique, do Olympique. Ele viria exatamente para substituir o contundido Bruno Henrique. Mas a negociação entre Flamengo e Olympique por empréstimo não chegou a um acordo sobre as condições para uma possível compra no futuro.



O segundo alvo é um volante. A prioridade é tentar Wendel, do Zenith, por meio de uma suspensão de contrato por um ano com clube russo. Se não for possível, já que o clube não quer liberar, o Flamengo tentará Walace, da Udinese, já formado pelo clube.

Com isso, a diretoria do Flamengo sabe que terá de promover saídas para cumprir a meta de venda e abrir espaço na folha. Arão é um dos atletas que pode ser negociado já que tem proposta do Fernerbarche. Outros atletas podem sair para bater a meta de venda, o clube rubro-negro não tem pressa por que a janela é longa.



Embora o objetivo seja o equilíbrio no departamento de futebol, o Flamengo até tem folga para gastar mais do que arrecadar com atletas. Explica-se: o clube já abaixou bastante sua dívida líquida e tem dinheiro em caixa.

Por enquanto, o Flamengo não mira nem laterais-direito, nem meias - aposta nos garotos da base Vitor Hugo e Matheus França. Com essas novas contratações, e saídas, o Flamengo terá apenas Everton, Gabigol, Arrascaeta e Rodrigo Caio como titulares oriundos do elenco de 2019. Todo o restante é uma nova história.


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Imagem: Divulgação

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