24 horas depois da tragédia, uma alvorada mais triste no Ninho do Urubu, o CT do Flamengo

Amanhecer no CT do Ninho do Urubu — Foto: Janir Junior


24 horas. Poderiam ser 24 dias. Talvez 24 anos. Mas o tempo jamais apagará a dor. 24 horas depois da maior tragédia dos 123 anos do Flamengo, o Ninho do Urubu – onde pouco depois das 5h de sexta-feira as chamas consumiram um container usado pela base no Centro de Treinamento deixando 10 mortos – teve uma alvorada mais triste. Com bandeira a meio mastro. E treino do profissional confirmado.



Pouco antes das 8h, Leomir, auxiliar de Abel Braga, chegou ao CT, o segundo sinal da confirmação de que o trabalho marcado para 10h estava mantido e não seria transferido para a Gávea. Às 7h, foi a vez do gerente de futebol Gabriel Skinner aparecer no local.

A semifinal da Taça Guanabra, diante do Fluminense, foi transferida para quinta-feira, 20h30, no Maracanã. Até lá, ficará a imagem da tragédia. Na manhã deste sábado, 24 horas após o fogo, um silêncio ensurdecedor. Um segurança fazia a segurança da entrada do Ninho. Aos pés da estátua de George Helal na entrada do CT, homenagens; ao lado, a bandeira rubro-negra a meio mastro.

- É doído demais. Agora é cuidar dos que ficaram - disse um funcionário.

Movimentação logo cedo no CT rubro-negro — Foto: Janir Junior
Movimentação logo cedo no CT rubro-negro — Foto: Janir Junior

Ainda na noite de sexta, dia da tragédia, torcedores improvisaram uma missa na paróquia São Sebastião, em Vargem Grande. Foi uma homenagem aos mortos, que tinham entre 14 e 16 anos.

Torcedores na missa na Paróquia São Sebastião — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Torcedores na missa na Paróquia São Sebastião — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

No departamento de futebol, o diretor Carlos Noval sentiu a dor profunda. Em meio à consternação geral, Noval é um dos mais abalados.

Ainda como setorista de Flamengo, em um papo com o hoje diretor de futebol Carlos Noval no fim de 2011 para uma matéria, ele, à época principal responsável por toda base, disse.

Em on: “Acaba que sou mesmo um pai para os meninos. Não tem essa de passar a mão na cabeça, é uma luta diária para, além de jogadores, formarmos homens. Por isso, vamos plantando uma sementinha na cabeça deles”.

Em off, que na verdade merece ser on, sobre sua paixão pela base: “Você entra no vestiário depois dos jogos, os meninos do mirim, juvenil, estão todos pulando, chorando, cantando o hino”.



Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/24-horas-depois-da-tragedia-uma-alvorada-mais-triste-no-ninho-do-urubu.ghtml

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