O empate com o América-MG em 2 a 2 teve sabor amargo para os jogadores do Flamengo. Mesmo sendo fora de casa, o Rubro-Negro conquistava os três pontos até os 41 minutos do segundo tempo, quando sofreu o gol de empate. Nesse momento, o time de Maurício Barbieri estava recuado e jogava com um a menos - Cuéllar foi expulso aos 19. O técnico explicou o recuo do time e as substituições após a perda do volante:
- Acho que sabemos sofrer sim. Bastante. Contra o Atlético-MG aqui foi assim. O América não vinha criando tanto. O sentimento é de frustração pelo resultado.
O Flamengo começou o jogo recuado e com marcação no campo de defesa, oferecendo espaços para o América-MG. No segundo tempo, voltou melhor e os quatro jogadores de frente começaram a jogar mais próximos. Logo chegou ao segundo gol, com Lucas Paquetá. Para Barbieri, a troca de posição do quarteto é uma estratégia a ser mantida e melhor trabalhada:
- Eles tiveram alguns espaços, principalmente no primeiro gol, mas no jogo como um todo não tiveram muitas chances. Nessas duas partidas ficou mais evidente (troca de poisção do quarteto ofensivo). É uma movimentação que já buscamos. Os jogadores vão se encontrando, se conhecendo até no olhar, onde um quer a bola ou outro. E esperamos manter isso em um bom nível, melhorar contra o Cruzeiro, para conseguirmos o resultado que precisamos - comenta Barbieri.
Com o empate, o Flamengo se mantém em terceiro lugar, agora com 41 pontos - a quatro do líder São Paulo (venceu o Ceará) e a um do vice-líder Internacional (empatou com o Palmeiras). Na próxima rodada, o Rubro-Negro enfrenta o Ceará no Maracanã, domingo, às 11h. Antes, tem a decisão com o Cruzeiro, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, quarta, às 21h45, no Mineirão.
Outras declarações de Barbieri:
O jogo
É um time que vem em uma crescente com a chegada do Adilson. Dificilmente vamos passar um jogo todo sem errar. E cometemos alguns erros. No primeiro tempo, quando não conseguimos sair tanto, era natural se resguardar um pouco mais. Não queríamos marcar tão atrás, mas, além do primeiro gol, eles não criaram tanto.
Por que Rhodolfo e Arão?
Eles não estavam criando muitas chances. O que criaram foi em uma bola cruzada na área, onde o Léo e o Réver estavam distantes. A intenção era ocupar aquele espaço, ganhar presença de área com o Rhodolfo e usar a velocidade do Rodinei. O gol não tem a ver com as trocas. Tem a ver com um lance em que o árbitro entendeu que foi falta, a bola pegou na trave e sobrou para o adversário. Estamos em uma sequência difícil em agosto, mas seguimos lutando.
Influência do resultado no jogo com o Cruzeiro
A influência é pouca. É outra competição, outro adversário, outro momento. Não existe isso de não poder sofrer gols, aí teremos que fazer três e quem passa somos nós. O Cruzeiro tem uma grande equipe, mas vamos tentar buscar esse resultado para levar para os pênaltis ou até a vaga direta.
Jogo com o Cruzeiro
Acho que o Mano tem razão. Sempre quem define os jogos são os jogadores. Os dois times se conhecem muito, são sempre jogos muito parelhos. Detalhes fazem a diferença. No Rio, eles fizeram um gol onde a bola ia para fora e o Thiago Neves conseguiu finalizar. Temos que entrar atentos para evitar erros.
Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/barbieri-explica-recuo-apos-perder-cuellar-por-expulsao-tinhamos-que-nos-precaver.ghtml
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