Globoesporte.com - Mesmo sem jogar no Brasil, Lukas Podolski é quase um ídolo do Flamengo. A popularidade aumentou após a Copa do Mundo de 2014, mas ele garante que a admiração pelo clube carioca não se deu apenas com a curta passagem que teve pelo Rio, enquanto jogava com a Alemanha. Agora, aposentado da seleção, está com outros projetos. Homem de negócios, tem a própria marca de roupas e abriu uma sorveteria na cidade de Colônia.
- Todo mundo sabe, eu gosto do time [Flamengo], eu gosto da cidade [Rio de Janeiro], não só por causa da Copa do Mundo. Eu amo o Flamengo, é um grande time, assim como o apoio dos fãs. Quando eu gosto do time, eu o sigo. Quando é possível, na TV, na internet, ao vivo. Quando não, eu vejo os resultados. Eu sigo nas redes sociais. É grande... Você nunca sabe das coisas no futebol. Agora, eu começo no Japão, depois destes dois anos e meio, vamos ver… Eu não sei, não posso olhar para um futuro muito distante - explica.
Vinicius Junior interage com Podolski no Twitter (Foto: Reprodução Twitter)
- Eu conheço o time e conheço esse jogador. Ele é novo e tem um grande talento. Eu espero que ele continue bem a carreira e o futuro em Madrid. Vamos ver os próximos passos. É ótimo que muitos jogadores brasileiros venham para a Europa, eu acho que isso é um sonho para todos. Vamos ver o que acontece com eles.
Jogador investe em Colônia
Entre os destaques de Colônia, estão a imensa catedral gótica, a cerveja Kölsch e o carnaval famoso. Sem dúvida, o 1. FC Köln e Lukas Podolski fecham a lista que remetem à cidade. O jogador é o mais famoso dos “Kölsche Jungs”. Um jovem “colonês”. Ele faz questão de valorizar a identidade que tem com o local em que foi acolhido e também se aproveita de toda a popularidade para fazer negócios.
Primeiro veio uma marca de roupas esportivas e streetwear, a Strassenkicker, que sempre carrega frases de valorização aos moradores locais e, claro, ao clube que o formou. Agora, Poldi abriu também uma sorveteria, que traz no cardápio opções como “Effzeh” [termo usado pelos torcedores do Colônia] e tem desenhos e fotos da carreira do jogador na decoração descontraída, nas paredes e até no teto. Ele brinca sobre a possibilidade de expandir os negócios para o Rio.
- Os negócios são um pouco como um hobby. Estamos abertos há uma semana e está indo bem. Tenho um grande sócio italiano, e decidimos há alguns anos criar um conceito. Claro que é difícil controlar do Japão, porque estarei longe, mas eu confio nas pessoas aqui. E seria bom abrir uma sorveteria no Rio, porque o tempo lá é bom. É fácil de vender sorvete, eu acho - conta.
Podolski foi à sorveteria em Colônia e juntou gente no último sábado (Foto: Christian Gaier/Divulgação)
- Talvez nós precisemos de um jogador brasileiro. Assim, acho que o foco dos brasileiros estaria mais voltado para o clube. E agora é uma grande oportunidade, porque quando você joga uma competição europeia [continental], o foco vai para o clube e os jogadores. Isso é um bom marketing. Quando você continua nos anos seguintes, isso fica melhor, melhor e melhor. Para o clube e o nome do clube. Mas é, talvez alguns brasileiros ajudem o time a ser ainda mais conhecido no Brasil. Então, talvez o Flamengo possa mandar alguns jogadores para o Colônia.
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