segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Flamengo reduz gastos pela metade com reforços, mas venda de Reinier dá fôlego para 'time B' de luxo



O Flamengo projeta gastar, em 2020, cerca de metade do valor investido em reforços no ano passado. Foram R$ 257 milhões em contratações em 2019, parceladas ao longo dos próximos anos. Agora, o orçamento prevê R$ 138 milhões em direitos econômicos, levando-se em conta a possível compra de Gabigol.


Boa parte desse fôlego financeiro se dá a partir da venda de Reinier para o Real Madrid, acordada em R$ 135 milhões. A bolada até poderia fazer o clube ir ao mercado com voracidade, de olho em alguma figura de peso. Desta vez, porém, a estratégia foi pulvarizar o investimento a fim de montar um "time B" de luxo.

Entregar um grupo mais homogêneo ao técnico Jorge Jesus permitirá ao técnico poupar jogadores com maior frequência, o que lhe faltou no ano passado. Em 2020, além do calendário recheado de competições nacionais e internacionais, o rubro-negro precisará lidar com desfalques em razão de convocações para a Copa América.


É possível que haja readequação orçamentária no meio do ano para ajustar o valor dos investimentos, mas até o momento a cúpula da Gávea se comprometeu a fazer as movimentações sem estourar o limite estabelecido.

A saída, portanto, é usar a criatividade. Com a expectativa de perder jogadores importantes em pelo menos 12 datas na temporada, a diretoria aposta em peças que não representem um custo elevado, mas que sejam capazes de substituir os atuais titulares.


Por isso, o modelo de investimento mais usual nesta janela tem sido o empréstimo com opção de compra a preço fixo no fim da temporada. O atacante Pedro Rocha, cedido pelo Spartak de Moscou, chegou "de graça" agora. Caso queira tê-lo em definitivo após o período, o rubro-negro já sabe que terá que desembolsar entre 7 e 8 milhões de euros — R$ até 36 milhões.

Outros dois prováveis reforços seriam contratados nos mesmos moldes. O centroavante Pedro, da Fiorentina, teria o passe fixado em cerca de 10 milhões de euros (R$ 45 milhões), enquanto o volante Thiago Maia, que está próximo de ser liberado pelo Lille, da França, seria emprestado com preço similar ao de Pedro Rocha para o caso de compra definitiva.


A exceção, até o momento, é o atacante Michael. A revelação do último Brasileiro custará R$ 34 milhões, depois do acordo entre Flamengo e Goiás pelo repasse de 80% dos direitos econômicos. Gustavo Henrique — o outro reforço anunciado, além de Pedro Rocha — veio "de graça" após o fim do contrato com o Santos.

Enquanto se movimenta no mercado, o rubro-negro ainda paga parte do valor investido na janela de um ano atrás. Para ajudar a fechar as contas, o clube conta com cerca de R$ 50 milhões que entrarão nos cofres ao longo do ano, referrentes às vendas de Lucas Paquetá e Léo Duarte ao Milan (R$ 21,25 milhões e R$ 13 milhões, respectivamente); de Jean Lucas ao Lyon (R$ 9 milhões); de Cuéllar ao Al-Hilal (R$ 4,5 milhões); e de Felipe Vizeu à Udinese (R$ 1,5 milhão).


Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/flamengo-reduz-gastos-pela-metade-mas-venda-de-reinier-da-folego-para-time-de-luxo-24186942

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