Vandalismo no Maracanã: prejuízo passa de R$ 300 mil, e Vasco terá que arcar com os danos

Consórcio Fla-Flu contabiliza 489 assentos danificados após eliminação do Vasco para o Boca Juniors; apenas 47 estavam no setor visitante.

A depredação do Maracanã após a partida entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, ganhou novos desdobramentos. O Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio, informou que 489 assentos foram danificados durante o confronto, disputado na terça-feira (20). O prejuízo total ultrapassa R$ 300 mil, valor que será cobrado do Vasco.

Do total de cadeiras danificadas, apenas 47 estavam localizadas no setor destinado à torcida visitante. O levantamento reforça a dimensão dos estragos e contraria a versão de que a depredação teria sido provocada exclusivamente pelos torcedores argentinos.

O consórcio Fla-Flu que administra o estádio, teve que correr contra o tempo para agilizar os reparos e recolocar novas cadeiras nos locais afetados, conseguindo concluir os serviços a tempo para o jogo desta quinta do Flamengo contra o Estudiantes.

Maracanã registra 489 assentos danificados

Os números divulgados pelo Consórcio Fla-Flu ampliam a dimensão dos danos registrados após a eliminação vascaína. A quantidade de assentos comprometidos chegou a 489, distribuídos por diferentes áreas do estádio.

A informação de que somente 47 cadeiras estavam no setor visitante representa um dos principais pontos do levantamento. O dado não sustenta a tese de que apenas os torcedores do Boca Juniors teriam provocado os estragos nas dependências do Maracanã.

Além dos assentos, outros equipamentos e estruturas do estádio também foram atingidos. Entre os danos relatados estão problemas em banheiros, bebedouros, corrimãos e instalações utilizadas pelo público.

Prejuízo ultrapassa R$ 300 mil

O valor estimado dos danos supera R$ 300 mil, segundo o consórcio responsável pela administração do Maracanã. A quantia será cobrada do Vasco, que disputou a partida como mandante.

A cobrança deverá considerar os prejuízos provocados pela depredação das instalações. O caso também envolve a necessidade de reparos para preservar as condições de uso do estádio, que recebe partidas de grande público ao longo da temporada.

A dimensão financeira do episódio aumenta a pressão sobre o clube carioca, que poderá ter de responder pelos danos conforme as obrigações contratuais relacionadas à realização do jogo.

Ministério Público se posiciona sobre a cobrança

O episódio também provocou manifestações sobre as medidas que devem ser adotadas para responsabilizar os envolvidos. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro orientou que a concessionária registre a ocorrência, documente os estragos e tome as providências necessárias para cobrar os prejuízos do Vasco.

A identificação dos responsáveis pelos atos de vandalismo também poderá contribuir para eventuais medidas legais. Até que os fatos sejam devidamente apurados, porém, não é possível atribuir individualmente todos os danos a pessoas específicas


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