A contratação de Lucas Paquetá representou um dos maiores investimentos da história do Flamengo, mas o retorno do meia ainda está longe de corresponder às expectativas criadas pela torcida. Depois de desembarcar no clube como reforço recordista, o jogador voltou a protagonizar um momento doloroso em uma decisão, desta vez na eliminação rubro-negra diante do Estudiantes, pela semifinal da Libertadores.
O camisa 20 desperdiçou uma das cobranças na disputa por pênaltis que definiu o confronto e terminou a noite visivelmente abalado. O episódio aumentou a pressão sobre o jogador, que já havia perdido uma oportunidade importante na decisão da Supercopa Rei do Brasil, no início da temporada.
Paquetá perde pênalti decisivo e deixa o gramado em lágrimas
O Flamengo investiu 42 milhões de euros, aproximadamente R$ 236 milhões, para trazer Paquetá de volta ao futebol brasileiro. A negociação transformou o meia na contratação mais cara da história do clube e criou grande expectativa em torno de sua participação nas principais competições.
Contra o Estudiantes, no entanto, o jogador não conseguiu converter sua cobrança na disputa que decidiu a vaga na final da Libertadores. Paquetá utilizou uma paradinha durante a corrida para a bola e finalizou em direção ao lado direito, mas o goleiro Muslera antecipou a escolha e defendeu.
Além do meia, Jorginho e Bruno Henrique também desperdiçaram suas cobranças pelo Flamengo, contribuindo para o desfecho negativo da disputa.
A reação de Paquetá após a eliminação evidenciou o peso daquele momento. Ainda no gramado, o jogador levou as mãos à cabeça e demonstrou incredulidade. Posteriormente, na zona mista do Maracanã, não conteve o choro ao falar sobre a derrota.
“Tristeza total. Fiz o meu máximo, mas falhei quando não podia falhar. Dói muito, me preparei muito para esse momento, infelizmente não consegui ajudar. Vamos tentar digerir, nem sei o que dizer. É pedir desculpas à nação”, declarou o meia.
Segunda decisão em que Paquetá não consegue corresponder
A cobrança defendida por Muslera marcou a segunda ocasião na temporada em que Paquetá esteve envolvido em um lance decisivo que terminou em frustração para o Flamengo.
O primeiro episódio aconteceu em sua reestreia pelo clube, na final da Supercopa Rei do Brasil, disputada em 1º de fevereiro. Naquela partida, o time rubro-negro perdia por 1 a 0 para o Corinthians quando o meia recebeu uma oportunidade clara dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo.
Na tentativa de buscar o empate, Paquetá finalizou para fora e não conseguiu aproveitar a chance de levar a decisão adiante. O Flamengo acabou ficando com o vice-campeonato.
Meses depois, o roteiro voltou a ser doloroso. Dessa vez, o erro ocorreu na disputa de pênaltis contra o Estudiantes, em uma partida que valia a classificação para a decisão continental.
Os dois episódios ampliam a cobrança sobre o jogador, sobretudo pelo investimento realizado para garantir sua contratação e pela expectativa de que ele pudesse ser decisivo em confrontos de grande importância.
Retorno ao Flamengo aconteceu antes da fase mais vitoriosa do clube
Revelado pelas categorias de base rubro-negras, Paquetá deixou o Flamengo no fim de 2018, quando foi negociado com o Milan. A transferência aconteceu pouco antes de o clube iniciar um período marcado por conquistas expressivas no cenário nacional e internacional.
Desde que voltou, o meia ainda procura conquistar um título de maior relevância com a equipe profissional. Até agora, os troféus que levantou pelo clube foram os Campeonatos Cariocas de 2017 e 2026.
O currículo também inclui resultados frustrantes em competições importantes. Em 2017, antes de sua saída para a Europa, Paquetá participou da campanha que terminou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana.
Na temporada de 2026, voltou a enfrentar decepções em decisões e confrontos eliminatórios. Além do segundo lugar na Supercopa Rei e na Recopa Sul-Americana, o Flamengo foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil e caiu na semifinal da Libertadores diante do Estudiantes.
Pressão aumenta após investimento histórico
A chegada de Paquetá foi cercada de entusiasmo, tanto pelo vínculo do jogador com o clube quanto pelo valor desembolsado para concretizar o negócio. O investimento de 42 milhões de euros elevou o nível de expectativa em relação ao desempenho do meia.
Por isso, os erros em momentos decisivos ganham uma dimensão ainda maior. Embora os episódios não apaguem a trajetória do jogador nem determinem, isoladamente, seu desempenho geral, as eliminações recentes reforçam a cobrança por participações decisivas em partidas de alto nível.
Depois da queda na Libertadores, Paquetá terá de lidar com a frustração pessoal e com a pressão que acompanha uma contratação desse porte. O desafio será transformar o episódio em motivação para os próximos compromissos e conquistar, com a camisa rubro-negra, títulos que ainda não fazem parte de sua trajetória profissional pelo clube.
