Clubes descartam paralisação do Brasileirão e definem outro caminho contra medida sobre bets

 

A discussão sobre os impactos das restrições às bets chegou a colocar uma possibilidade mais drástica na mesa entre os clubes da Série A: a paralisação do Campeonato Brasileiro. A ideia, porém, não avançou diante das dificuldades práticas para reorganizar o calendário e da ausência de apoio da CBF.

Paralisação do Brasileirão foi discutida pelos clubes

Diante da decisão do Governo Federal envolvendo as empresas de apostas, os clubes da elite do futebol brasileiro chegaram a discutir a possibilidade de interromper o campeonato como forma de reação.

A alternativa acabou descartada principalmente por uma questão de calendário. Na reta final da temporada, os clubes avaliaram que não existiriam datas disponíveis para remarcar as partidas que eventualmente deixassem de ser disputadas.

A paralisação, portanto, poderia criar um problema adicional justamente em um momento de calendário já apertado.

CBF não pretende entrar na disputa

Outro fator considerado pelos clubes foi a postura da Confederação Brasileira de Futebol. A CBF decidiu permanecer neutra na discussão e não daria respaldo à iniciativa de interromper o Campeonato Brasileiro.

Sem o apoio da entidade responsável pela competição, a possibilidade de uma paralisação conjunta perdeu força entre os participantes da Série A.

Com isso, os clubes passaram a concentrar a discussão em uma alternativa jurídica para tentar contestar a Medida Provisória relacionada às bets.

Clubes estudam reação no STF

O caminho que chegou a ser definido coletivamente foi a tentativa de participação dos clubes na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal e discute as medidas envolvendo o mercado de apostas.

A intenção era que as equipes entrassem no processo como interessadas, levando ao STF os argumentos e possíveis impactos da medida para o futebol.

Até o momento, entretanto, apenas o Flamengo efetivamente avançou nessa estratégia.

Palmeiras 'pipoca' e Flamengo é único a entrar no STF

O Palmeiras chegou a considerar uma iniciativa semelhante de forma individual. A possibilidade foi analisada pelo clube paulista, mas acabou não sendo levada adiante.

Dessa forma, entre os clubes citados na movimentação, o Flamengo foi quem efetivamente decidiu seguir pelo caminho judicial para participar da discussão no Supremo.

A estratégia representa uma mudança de rota em relação à ideia inicial de uma reação coletiva mais contundente. Em vez de interromper o Campeonato Brasileiro, a mobilização passou a se concentrar na esfera jurídica, enquanto a CBF mantém posição de neutralidade sobre o caso.


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