Maurício Prado vê evolução do Flamengo


Por Renato Maurício Prado - A linda triangulação entre Éverton Ribeiro, Guerrero e Diego, no lance do segundo gol (autêntica pintura, finalizada pelo maestro rubro-negro), deixou na torcida do Flamengo justificada esperança de que, com a chegada dos reforços de qualidade e o crescimento técnico de alguns que já estavam no elenco, casos mais evidentes de Cuellar e Berrio, o time dirigido por Zé Ricardo está começando, enfim, a abandonar a irritante e ineficaz tática dos cruzamentos altos, sobre a área. Na boa vitória sobre o São Paulo, o Fla praticamente não usou desse pobre recurso, a não ser nos escanteios, algo que. aliás, também pode (e deve) ser aperfeiçoado.

Na equipe que entrou em campo, essa tarde, na Ilha do Urubu, há jogadores com talento suficiente para tocar bem a bola e criar jogadas de ataque de verdade, em vez de apelar para o infame chuveirinho. Foi assim que o Mais Querido dominou o campo desde o apito inicial até o final da partida.

No primeiro tempo, houve natural dificuldade, diante de um adversário que pode estar em má fase mas está longe de ser fraco. Uma falta na entrada da área, entretanto, acabou abrindo o caminho, aos 36 minutos. Guerrero (que voltou a jogar muito bem) cobrou com categoria, sem dar chances a Renan Ribeiro. 1 a 0 no placar, que refletia bem o que se via no campo.

Mais quatro minutos e veio a melhor jogada do dia: Éverton Ribeiro recebeu pela direita, tocou para Guerrero que devolveu na medida para que o camisa sete encontrasse Diego, livre, dentro da área. A conclusão foi de voleio, indefensável para o goleiro do São Paulo. Um gol extraordinário.

Após o intervalo, naturalmente, o time de Rogério Ceni procurou tomar a iniciativa e o Fla se encolheu. Mesmo assim, continuou a criar as melhores oportunidades, numa delas, chegando a concluir três vezes em sequência, mas não conseguindo marcar – Renan Ribeiro fez duas defesas, em chutes de Éverton e Guerrero, e a zaga também salvou, em finalização do peruano.

Entraram Berrio (no lugar de Éverton Ribeiro), Renê (no de Trauco) e, no finalzinho, Matheus Sávio (saindo Éverton). No geral, o Flamengo foi bem do goleiro ao ponta-esquerda, com destaques para Rodolpho (grande contratação), Cuellar, Diego, Éverton Ribeiro e, principalmente, Guerrero.

Com companheiros de bom nível, seu futebol só tende a crescer e, além de fazer seus gols (como o de falta, nessa partida) participará, como tem participado de diversos lances importantes – até na defesa. É um grande jogador e quem não o considera assim, precisa rever, urgentemente, os seus conceitos.

Se continuar evoluindo, o Flamengo se tornará, indiscutivelmente, sério candidato ao título. Apesar dos nove pontos que o separam do líder Corinthians.

Sobre o São Paulo, Rogério Ceni precisa dar logo um padrão de jogo para esse time, que tem muitos jogadores de qualidade (Trauco, Petros, Cuevas, Rodrigo Caio etc), mas continua a parecer um bando em campo.





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