quarta-feira, 22 de abril de 2020

Brasileiro-2020 com jogo em janeiro de 2021 já é tratado como possibilidade



No último contato por videoconferência entre a diretoria da CBF e presidentes de clubes, na semana passada, a possibilidade de o Campeonato Brasileiro avançar ao menos por janeiro de 2021 já foi tratada como possível.


A confederação não descarta cenários neste momento e tem mais de 30 esboços do que pode acontecer com o calendário do futebol quando as autoridades de saúde autorizarem que a bola volte a rolar — os campeonatos estão parados por causa da pandemia do novo coronavírus.

Desde o início de abril os clubes defendem a manutenção dos pontos corridos, com 38 rodadas, como regulamento das Séries A e B. É o esforço que a CBF também fará. No pedido contra qualquer alteração que diminua o número de partidas, o que faria cair o valor pago pelos direitos de transmissão, os presidentes afirmaram que não se importariam de que a temporada 2020 acabasse em 2021.

Em entrevista à TV Gazeta, no dia 13 de abril, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, não descartou que a temporada 2020 avance ao menos por janeiro de 2021. Foi a primeira vez que alguém da CBF admitiu, mesmo que discretamente, essa possibilidade.


"Há cenários estabelecidos. Há uma possibilidade de adaptarmos o calendário para que haja ajustes e o período do final do ano pode ser aproveitado. Não descartamos a possibilidade de algumas datas em janeiro serem aproveitadas. É um conjunto de fatores, cuja equação final ainda não está estabelecida", disse Feldman à emissora.

A única alternativa descartada pela CBF neste momento é uma adequação do calendário do futebol brasileiro ao do europeu, ou seja, com os campeonatos começando no segundo semestre, em agosto, e terminando em maio do ano seguinte. É também consenso entre a cartolagem que o futebol retornará sem torcida nos estádios e provavelmente isso será adotado até o fim de 2020.

Qualquer outra alternativa está na mesa, mas depende de um cenário mais claro de quando o futebol terá autorização para voltar. Maio já é dado como perdido e já seria um alento se os times pudessem voltar a treinar nesse período, segundo protocolos preestabelecidos de segurança nos CTs.

A sequência natural para o retorno de jogos tem relação com o menor deslocamento que será feito pelos atletas. Por isso, hoje, um calendário teria essa prioridade:


1) Estaduais : Campeonatos em que não seria necessário deslocamento por meio de aviões. Existe ideia, como mostrou o blog, até de realizar as partidas em uma sede fixa, uma cidade só, e isolando os jogadores para realização de testes que indiquem que não estão infectados com o novo coronavírus . Há a garantia da CBF para os presidentes das federações de que os Estaduais serão finalizados assim que os agentes de saúdes afrouxarem o isolamento.

2) Brasileiro: Nove estados têm representantes na Série A, o que dificulta iniciar a competição já que será preciso usar aeroportos, hoje com voos reduzidos e sem prazo para uma normalidade. Os clubes pediram à CBF para manter as 38 rodadas por pontos corridos, de olho em garantir as receitas de direitos de transmissão. A CBF também quer a manutenção dos pontos corridos, mas não garante isso porque não sabe quando se poderá jogar.

A entidade diz que está aberta a qualquer possibilidade, mas não há planos neste momento de mudança de regulamento, como dividir os 20 clubes em grupos e finalizar a competição em jogos eliminatórios, como era até 2002.

3) Libertadores e Sul-Americana: Como o blog revelou, a Conmebol ouviu de representantes de governos da América do Sul que dificilmente o acesso entre as fronteiras do continente estará normalizado em 2020. Isso inviabilizaria a conclusão da Libertadores e da Sul-Americana, e preocupa a confederação sul-americana que até já adiantou verba de cota aos clubes para ajudá-los enquanto as atividades estão paradas.

O discurso oficial da Conmebol continua o de que concluirá os campeonatos, de preferência nas datas preestabelecidas — a final em jogo único da Libertadores está marcada para 21 de novembro, no Maracanã.


Fonte: Uol

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