quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Análise: Flamengo acelera no segundo tempo e se reinventa sob o comando de Gerson



Gerson não fez gol nem deu assistência na vitória do Flamengo sobre o Sport por 3 a 0, no Maracanã. As manchetes podem ir para o artilheiro Pedro ou para o garçom Bruno Henrique, mas saiu dos pés do Joker a melhor notícia para Domènec Torrent no duelo de quarta-feira.



Sem Arrascaeta e Everton Ribeiro, Gerson mostrou que é o que melhor pode substituir os dois maestros rubro-negros na armação. Atuando mais avançado, aberto pela ponta direita, o meia foi um dos mais participativos do time, criou boas jogadas e esbanjou categoria em lances individuais. Com Dome, ele já jogou em diversas funções no meio-campo.

- Muito importante. Temos vários como o Gerson que podem jogar em distintas posições. Mas o Gerson jogou de extremo direito, esquerdo, de 10... Tem muito futuro, é jovem. Estamos encantados com ele. Sempre está pronto para jogar em qualquer posição. Para mim ele melhorou muito fisicamente também. Mas temos outros jogadores que podem fazer isso - elogiou Dome após o jogo.



Os números de Gerson contra o Sport

  • Finalizações: 4
  • Passes certos: 42/47 (89,3%)
  • Dribles: 6
  • Faltas sofridas: 2

Lentidão no primeiro tempo atrapalha

Mas mesmo Gerson teve dificuldade no início da partida. O primeiro tempo do Flamengo foi sonolento. Contra uma boa marcação do Sport, tinha dificuldade para agredir e, durante um bom período, se limitou a finalizar de longe.

A melhor jogada saiu pela direita, em cruzamento de Isla para cabeçada de Pedro. Depois, o próprio Gerson recebeu livre na área, mas teve o chute bloqueado.



Dome percebeu o problema. No segundo tempo, fez o time jogar com mais velocidade e pelos lados para poder chegar ao ataque. Isla passou a apoiar ainda mais a direita, com Gerson abrindo o corredor. Na esquerda, Filipe Luis assumiu protagonismo na criação e passou a dialogar mais com Bruno Henrique.

Em 15 minutos, o Flamengo decidiu o jogo. No primeiro gol, é Gerson quem inicia toda a troca de passes: dele para Thiago Maia, para Diego, para Isla, livre na direita, cruzar. Bruno Henrique só precisou ajeitar, e Pedro abriu o placar.

Não foi a primeira vez que o técnico do Flamengo relatou lentidão na equipe. Em outras partidas, o time também padeceu de trocas de passes sem muita objetividade. Contra o Sport, havia dificuldade para encaixar um passe vertical, que superasse uma linha de marcação do adversário e possibilitasse jogadas de maior perigo.



Estrutura mantida com peças novas

O mérito na partida foi mexer pouco na estrutura do time. Sem Arrascaeta e Everton Ribeiro, Diego e Gerson ocuparam as respectivas posições. Em outras ocasiões, as escolhas foram por substitutos com características diferentes, de mais velocidade e confronto individual do que articulação.

A importância de Gerson no jogo foi conseguir manter em bom nível a função de Everton. Partindo da direita para o meio, foi capaz de embaralhar a marcação do Sport - especialmente no segundo tempo - e fazer o Flamengo jogar. Boa notícia para Dome, que ganha uma opção a mais no elenco com seu curinga favorito.

Aos poucos, o Flamengo consegue se consolidar. Conforme o técnico conhece melhor os jogadores, pode encontrar soluções mais adequadas para as questões que surgem. O jogo contra o Sport serviu não só pela vitória, mas para mostrar mais alternativas a Dome.


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Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/analise-flamengo-acelera-no-segundo-tempo-e-se-reinventa-sob-o-comando-de-gerson.ghtml

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